Falamos tanto de viajar para outros países, não é mesmo? Às vezes esquecemos de como o Brasil tem lugares bonitos! Pois é, em todas as regiões do Brasil, temos paisagens fantásticas, e nem sempre valorizamos o potencial do turismo nacional. E quando falamos em Ecoturismo, então, as opções são gigantescas!

Esse post é dedicado a um dos estados do Brasil com excelentes opções em Ecoturismo, Minas Gerais. O estado de Minas tem uma infinidade de destinos turísticos e a nossa viagem para lá contou com visitas a Parques Nacionais, trilhas, cachoeiras, cidades históricas, e o maravilhoso Inhotim, o maior museu a céu aberto da América Latina. No entanto, nesse post vamos falar somente do ecoturismo em Minas Gerais, deixando o roteiro nas outras cidades para um segundo post.

Esse foi o nosso roteiro de Ecoturismo em Minas Gerais:

  1. Delfinópolis
  2. Furnas / Capitólio
  3. Serra da Canastra
  4. Serra do Intendente
  5. Serra do Cipó
  6. Lavras Novas
  7. Carrancas
  8. Ibitipoca

Roteiro Ecoturismo Minas Gerais

Delfinópolis

Nota: Esse post sobre Delfinópolis é o primeiro da série ‘Ecoturismo em Minas Gerais’. Para acessar o post com o roteiro completo, clique aqui.

Nossa viagem começa em Delfinópolis, ao pé da Serra da Canastra. Delfinópolis é uma cidade pequena, simples, mas cercada de natureza, com mais de 100 cachoeiras. Delfinópolis fica literalmente entre um paredão da Serra da Canastra e o rio Grande, o que faz com que o acesso principal à cidade passe por um trecho de balsa.

Nós fomos em um final de semana após o Carnaval, que é uma ótima época para viajar, por ser baixíssima temporada, então pegamos a cidade bem vazia e o caminho tranquilo. No entanto, ouvimos muito dizer que nos feriados, o movimento cresce muito, e isso acaba gerando um grande fluxo para atravessar pela balsa (que é pequena) e pode ter um grande tempo de espera. Existe uma opção de acesso sem pegar a balsa, mas que implica em dar uma grande volta e por uma estrada de terra, com condições bem ruins. No final, pode acabar sendo melhor encarar a fila mesmo!

Apesar de pouco conhecido, Delfinópolis não é um destino muito barato. Só para chegar (saindo de São Paulo) gastamos aprox. R$50 em pedágios, mais os R$23 da balsa (pago só no trecho de volta). Os complexos de cachoeiras cobram valores de R$20 a R$30 de entrada por pessoa.

Quanto tempo ficar em Delfinópolis? Tudo depende do quanto você quer conhecer, mas uma sugestão é ficar na cidade por pelo menos 2 dias inteiros, normalmente dá para conhecer 2 complexos por dia. Se for alta temporada e a cidade tiver cheia, talvez você queira fazer os passeios com mais calma e começar mais cedo para aproveitar melhor cada local.

 

Complexo do Claro

O Complexo do Claro fica relativamente próximo do centro da cidade (aprox. 8km), e apesar de ter estrada de terra, costuma ser facilmente acessível para qualquer veículo. O complexo conta com 5 cachoeiras em um percurso de trilha fácil de aprox. 750m. O valor de entrada é R$20/pessoa (valores ref. Fev/2018).

Cachoeira da Paz, Complexo do Claro, Delfinópolis, MGCachoeira da Paz, Complexo do Claro, Delfinópolis

A maioria das cachoeiras tem espaço para banho, mas as preferidas costumam ser a Cachoeira da Paz (acima) e a Cachoeira da Gruta (abaixo).

Cachoeira da Gruta, Complexo do Claro, Delfinópolis, MGCachoeira da Gruta, Complexo do Claro, Delfinópolis

Um dos grandes atrativos da Cachoeira da Gruta é a própria gruta que foi formada atrás da cachoeira, onde é possível chegar nadando pelo poço.

Vista de dentro da gruta em Delfinópolis, Minas GeraisVista por trás da cachoeira, de dentro da gruta.

Nesse lugar existe estrutura para almoço, onde é cobrado $25/pessoa, mas nós optamos pelo almoço no próximo destino:

 

Complexo do Paraíso

O Complexo do Paraíso, ao contrário do Complexo do Claro, tem suas cachoeiras bem mais espalhadas… do início da trilha até a última cachoeira são 4km de extensão (8km ida e volta). O valor de entrada no parque é de R$25/pessoa e, R$30 o almoço. Posso dizer que o almoço é delicioso, comida mineira bem caseirinha, feita na hora, com um buffet variado, achei que vale muito a pena! Esse complexo conta com uma estrutura melhor, tem uma pousada no local e ao lado do restaurante também tem uma área bacana de descanso, com bancos e um redário.

A trilha é bem demarcada e começa com as cachoeiras que dão nome ao Complexo, Paraiso I e Paraiso II. As duas são bem relaxantes, mas na parte de cima da Paraiso II tem uma piscina natural que talvez seja ainda mais atrativa para o banho.

Cachoeira do Paraíso, Delfinópolis, Minas GeraisCachoeira do Paraíso, Complexo do Paraíso, Delfinópolis

Passando essas 2 cachoeiras, a trilha segue mais 1,5km até a próxima parada, a cachoeira do Sofazinho. O trecho de 1,5km até o Sofazinho é aberto, passando bem pela paisagem do Cerrado mineiro, e predominantemente plano. A cachoeira do Sofazinho tem um poço para banho, com áreas rasas e áreas fundas, e na cachoeira tem um “sofazinho” de pedra onde dá para sentar e sentir a pressão da água gelada.

Imagem do cerrado mineiro no Complexo do Paraíso, em Delfinópolis, MGPaisagem típica de Cerrado na maior parte da trilha no Complexo do Paraíso.

O Sofazinho dá início a uma sequência de cachoeiras mais próximas uma da outra, mas é justamente onde a trilha começa a ficar íngreme e difícil. A última cachoeira é a do Triângulo, que fica a uma distância maior das outras. Infelizmente não conseguimos fazer o restante pois começou a chover e, por segurança, resolvemos voltar.

 

Complexo da Maria Concebida e do Ouro

Esses 2 complexos estavam reservados para o nosso segundo dia em Delfinópolis, no entanto, o tempo virou e esses passeios se tornaram inviáveis. É importante informar que, além da maior distância, o acesso a esses 2 complexos é por uma estrada muito pior, então vale a pena consultar localmente as condições da estrada antes de tentar o caminho. Se chover, pode ser um risco ir com carro baixo. Do centro de Delfinópolis são aprox. 25km até a Maria Concebida, e de lá, mais 20km até o Complexo do Ouro (a maior parte do trecho para a Maria Concebida é caminho para o Ouro também).

O Complexo da Maria Concebida custa R$20/pessoa e é um dos principais atrativos da região, com cachoeiras lindas, águas muito transparentes e uma pequena piscina natural de água quente, o que não é algo que se encontra facilmente em outros lugares da região. O lado ruim é que é um complexo sem estrutura nenhuma, e é necessário caminhar por 2km do estacionamento até a sede da fazenda, passando por uma pinguela de assustar.

O Complexo do Ouro está a uns 40min da Maria Concebida e é um complexo que tem pousada e lanchonete. O valor da entrada também estava em R$20/pessoa, e o local conta com 3 cachoeiras que parecem ser muito bonitas. No geral, a trilha não parece ser muito difícil, algumas pessoas comentaram somente de alguns trechos de dificuldade, onde há escadas mal conservadas.

 

Considerações finais de Delfinópolis

Apesar da cidade estar de certa forma “ilhada”, o local é um ótimo destino de ecoturismo, cercado pela bela paisagem do Cerrado e com trilhas de diversos níveis. Além dos 4 complexos mencionados acima, existem muitas outras trilhas e cachoeiras na região. Demos preferência para as mais conhecidas e acessíveis, mas tem algumas como a do Luquinha e a Paraíso Selvagem que também devem ser muito bonitas mas que pelo nível de dificuldade é preferível ir com guia.

Pelo fato de ter muitos acessos por estrada de terra, pegar um 4x4 pode ser uma boa idéia para conseguir explorar melhor a região. Vale a pena sempre conversar no hotel ou pousada e consultar as condições das estradas, principalmente em época de chuvas.

Sempre recomendável levar filtro solar, repelente de insetos, boné, e um bom tênis para caminhada, de preferência que possa molhar.

Nossa hospedagem em Delfinópolis foi no JP Hotel (custou $160/diária), no centro, bem próxima da Pizzaria do Jefferson, que é um ponto de referência na cidade. O hotel é simples mas limpo e com o conforto que precisávamos.

 
 

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Furnas e Capitólio

Nota: Esse post sobre Capitólio é o segundo da série ‘Ecoturismo em Minas Gerais’. Para acessar o post com o roteiro completo, clique aqui.

De Delfinópolis seguimos para Passos, cidade em que escolhemos nos hospedar para visitar Capitólio.

Estivemos em Capitólio a primeira vez em 2007, antes do “boom” que colocou a cidade na lista dos principais destinos do Brasil. Voltamos em 2018, e a principal diferença que notamos foi que os preços triplicaram desde então. Além disso, nos informaram que em finais de semana e feriados, o fluxo de turistas na região costuma ser muito alto. Felizmente, como viajamos na semana seguinte ao Carnaval (baixíssima temporada), não tivemos esse tipo de problema. Os preços dos passeios, no entanto, parecem não sofrer alteração, não adiantou nem tentar negociar.

Escolhemos hospedagem em Passos puramente pelo critério custo-benefício. Ficamos hospedados no Hotel Class Passos, que faz parte da rede Class Hotel (uma rede de hotéis mineira), padronizado, quartos pequenos mas com conforto, muito semelhante a um Ibis Styles, com café-da-manhã, por R$154/dia.

Passos é uma das maiores cidades da região, com mais estrutura, e com certeza, menos turística. As opções de hospedagem costumam ser mais em conta que as cidades vizinhas, e foi um dos lugares com o menor custo da gasolina que passamos em MG. Está a pouco mais de meia hora de Furnas, que é na verdade onde ficam as principais atrações. Para quem está de ônibus, não deixa de ser uma opção, já que a maior parte das atrações ficam bem próximas da rodovia que liga Passos a Capitólio (MG-050).

Mapa de passeios de Furnas e Capitólio

 

O que fazer em Capitólio

Mirante do Cânion

Cânion de FurnasVista do Mirante do Cânion de Furnas

Um dos lugares “obrigatórios” para quem visita a região de Capitólio é o Mirante do Cânion. Gratuito, de fácil acesso e com uma das melhores vistas que se pode ter na região, o único ponto negativo desse lugar é que, justamente por ser tão acessível, é muito comum ficar lotado. Por esse motivo, e para evitar a concorrência nos principais pontos para fotos, sempre melhor tentar chegar cedo (e se possível, ir durante a semana).

Cachoeira no Cãnion de Furnas, Furnas, Minas GeraisVista de cima das águas verdes e transparentes do Cânion de Furnas, Minas Gerais– lindo demais!

O ponto de parada para chegar no mirante fica na própria rodovia MG-050, próximo ao Km 312. É comum ter algumas tendas e uma grande quantidade de carros estacionados, mas se você conseguir ir em um horário sem ninguém, pode acabar passando reto sem perceber. Para garantir, é só colocar as coordenadas do Google para o local: -20.644062,-46.265779.

A partir do “estacionamento”, são cerca de 200m de caminhada em terra plana até o mirante. Em locais como esse, é importante sempre tomar muito cuidado pois as câmeras podem tomar muito da nossa atenção; não é difícil tropeçar e isso pode ser bem perigoso. Dito isso, o lugar é lindo e vale muito a pena ir para apreciar a paisagem.

Trilha do Sol

Um dos principais passeios na região de Capitólio é a Trilha do Sol, uma trilha de dificuldade média, de aprox. 3-4hs de duração, dá para fazer com ou sem guia. Esse é um passeio que fizemos quando estive em Capitólio em 2007, e lembro que foi demais! No entanto, nos informaram que desde então o nível da água baixou muito. Por esse motivo, a trilha pode estar bem diferente hoje de quando a fizemos.

Trilha do Sol, Capitólio, Minas GeraisImagens da Trilha do Sol, Capitólio – Fotos de 2007

Basicamente, a Trilha do Sol dá acesso a 3 pontos principais: A Cachoeira No Limite, a Cachoeira do Grito e o Poço Dourado. As trilhas não são longas, mas tem uma boa parte num descampado, onde se anda sempre no sol, e alguns trechos com escadarias, até se chegar na parte do Cânion, onde é a parte mais bonita da trilha. Quando fui tivemos que atravessar uma parte à nado, mas pelo que nos informaram, não tem mais isso. Mesmo assim, é o tipo de trilha que é bom ir com um tênis ou sandália que possa molhar.

A Cachoeira No Limite está a pouco mais de 1km de distância por uma trilha fácil e que vale pela piscina natural em que se pode nadar. De lá, para a Cachoeira do Grito, são mais 1.500 metros, aproximadamente. Essa é a parte que requer maior esforço e atenção, pois o final da trilha dá numa escadaria até se chegar na parte de cima da cachoeira. Mas também é uma das partes mais bonitas da trilha.

Quando fomos, embaixo da Cachoeira do Grito, havia um poço fundo o suficiente para que pudéssemos pular de cima com segurança. Recomendo que verifiquem com alguém do local se é seguro antes de pular. Tem também um caminho por terra que permite a chegada até a parte de baixo da cachoeira.

Da Cachoeira do Grito para o Poço Dourado, após subir a escadaria de volta, são mais uns 20min de caminhada, até chegar no poço de águas rasas e cristalinas, que refletem uma cor dourada quando bate o sol.

Cascata Eco Parque

Fomos conhecer o Cascata Eco Parque nessa última visita a Capitólio em 2018. Pagamos R$40 por pessoa para entrar – mesmo sendo praticamente os únicos turistas do dia, não teve negociação. Mas o lugar realmente é muuuuuito bonito.

Cascata Eco Parque, em Capitólio, Minas GeraisCachoeiras do Cascata Eco Parque, ótimas para banho! Na frente da foto, Diana, a nossa guia!!!!

A trilha tem cerca de 1km total em círculo, você começa andando pela terra, a céu aberto, até um ponto que começa a descer pelas pedras até chegar no nível da água, e começa a voltar por baixo, passando pelas cachoeiras, subindo aos poucos até chegar na recepção.

A caminhada não é difícil, só requer atenção, principalmente em função das pedras que podem ser escorregadias. É recomendável ir com roupa de banho para aproveitar as cachoeiras e ir ou pelo menos levar um par de chinelos ou tênis que possa molhar.

Banho em Cascata Eco Parque, em CapitólioBanho delicioso nos poços da Cascata Eco Parque

Passeio de barco pelo Cânion de Furnas

O passeio de barco pelo Cânion é na minha opinião, um dos principais de Capitólio, e vale muito a pena. A vista do lago de Furnas com os paredões do Cânion é indescritível. Pode ser feito de lancha, que cabe até 12 pessoas, ou em chalana, um tipo de embarcação maior e que costuma ser mais barata (em torno de R$45 por pessoa). Independente da escolha, é recomendável reservar com antecedência, pois os passeios costumam lotar.

A vantagem da lancha é que por ser mais rápida, consegue fazer mais paradas. Tem muitas empresas que oferecem o passeio na lancha, mas pela nossa pesquisa o preço é padrão: R$70/pessoa (valores referentes a Fev/2018), a única recomendação é fazer uma pesquisa sobre a empresa antes de fechar pois soubemos que algumas já tiveram problemas.

Nós havíamos feito esse passeio em 2007, portanto acabamos não repetindo em 2018, mas das opções que encontramos uma das melhores foi a Náutica Turvo, com atendimento dentro do Restaurante do Turvo, que fica bem em frente ao ponto de saída das lanchas. O passeio de lancha passa pelo Vale dos Tucanos, pela parte de baixo dos cânions, pela ‘Cascatinha‘, pela Cachoeira Lagoa Azul e por um restaurante/bar flutuante.

Lago de Furnas, Furnas, MGLago de Furnas

A Cachoeira Lagoa Azul sozinha é uma das mais famosas atrações de Capitólio, tem um poço de águas bem clarinhas, que é o que dá nome ao local. Além do acesso pelo passeio de lancha, ela pode também ser acessada pelo restaurante e pousada Empório Lagoa Azul. Em qualquer um dos casos o valor cobrado para entrada é de R$30 por pessoa (ref. fev/2018).

Outras informações

Outros 2 passeios que são bem conhecidos na região de Capitólio é o Paraíso Perdido e a Pedreira da Lagoa Azul.

O Paraíso Perdido acabamos não conhecendo simplesmente pelo fato de termos que escolher, e esse foi o que me pareceu mais comum, o que não quer dizer que não seja bonito. Quando tivemos lá, o valor de entrada era de R$40 por pessoa, e era uma das poucas atrações que não estava na própria rodovia. O acesso se faz por uma estrada de terra, que sai da Rodovia MG-050.

Já a Pedreira da Lagoa Azul é um dos lugares que tínhamos a intenção de visitar; no entanto, desistimos quando descobrimos que a estrada estava em péssimas condições.

Como vocês viram, as opções de atividades em Capitólio são muitas. Dá para passar um final de semana ou uma semana inteira. O importante é se programar para conseguir fazer os passeios sem pressa, relaxar e aproveitar cada lugar.

Tente sempre fugir dos dias e horários de maior fluxo de pessoas. Se não tiver como evitar finais de semana e feriados, planeje com uma certa antecedência os passeios e a hospedagem. É um lugar que é mais fácil visitar de carro, pois te dá mais liberdade e conforto.

Para os passeios é importante estar sempre preparado com garrafinha de água, boné, filtro solar, repelente e roupa de banho.

Onde comer? A região de Capitólio, até por conta da explosão do turismo nos últimos anos, tem muitas opções de restaurantes, simples ou mais sofisticados, para diversos gostos. Mas um que para mim se destacou foi o Restaurante do Turvo, que tem pratos bem preparados e muito bem servidos. Os pratos para 2 pessoas estavam na faixa de R$90, e o nosso além de delicioso, foi o suficiente para uma segunda refeição!

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Serra da Canastra

Nota: Esse post sobre a Serra da Canastra faz parte de uma sequência de posts com o tema ‘Ecoturismo em Minas Gerais’. Para acessar o post com o roteiro completo, clique aqui.

Já havíamos passado bem pertinho da Serra da Canastra ao conhecer Delfinópolis. Mas entrar no seu Parque Nacional e dar de frente com o paredão, é outra coisa…

Dá para ficar alguns dias na região da Serra da Canastra, vou explicar melhor as opções de passeios, mas depende muito da época que você for. Nós estávamos na época de chuvas, e por isso alguns passeios não eram recomendados por riscos de tromba d’água. É sempre bom se informar com o pessoal local, em agências ou hotéis qual a condição das estradas e das trilhas.

Paredão da Serra da Canastra

Primeiro, vamos falar de logística! Nosso principal objetivo na Serra da Canastra era ver de perto a imponente Casca D’anta que, com 186m de altura, é a maior queda do Rio São Francisco e é considerado o “berço” desse rio.

Como nosso roteiro seguiria na direção de BH, escolhemos nos hospedar na cidade de Piumhi, onde alugamos uma casa da Canyons & Canastra. Piumhi fica aproximadamente a 1h30 da entrada do Parque Nacional da Serra da Canastra.

A imponente Casca D’anta, na Serra da Canastra, tem 186m de altura, é a maior queda do Rio São Francisco e uma das maiores do Brasil.

 

Como acessar a Casca D’anta

Existem 2 opções para se acessar a Cachoeira Casca D’anta: uma delas é por baixo, que é um caminho mais acessível; a outra é por cima, em que você pode chegar por trilha, ou por veículo 4x4.

Nós resolvemos fazer a parte de baixo, pois é de onde se enxerga bem a própria queda. Atenção, pois a estrada para as 2 é diferente.

Casca D’anta, no paredão da Serra da Canastra – Dá para ver ela da estrada!

O caminho do Google Maps para a Casca D’anta leva para o acesso à parte de cima, então para seguir para a parte de baixo, não siga o Google! Siga até a cidade de Vargem Bonita, e de lá siga as placas. É fácil de chegar, e dá para ir de carro baixo. São aprox. 20km de estrada de terra, mas que na maior parte, estava em boas condições. O desafio costuma ser os últimos 100 metros, que é uma subida mais chatinha, mas é tão perto da entrada do parque que não chega a ser um impeditivo.

 

Parque Nacional da Serra da Canastra

A entrada no Parque Nacional custa R$10 para brasileiros e R$20 para estrangeiros (valores ref. Mar/2018). A trilha segue por 1,5km até a frente da cachoeira, com algumas subidas, mas sem grandes dificuldades. No meio do caminho tem uma sinalização que mostra o começo da trilha para a parte superior da cachoeira.

Uma parte da trilha segue ao lado do Rio São Francisco, que dá para entrar para tomar banho. Você percebe que está chegando mais perto da cachoeira pelo som e pelas pedras que já começam a ficar molhadas, nesse ponto a trilha requer mais atenção para não escorregar.

Casca D’anta – do meio da trilha para a parte inferior da cachoeira

Quando a avistamos, ficamos admirados. Não sei se foi só por conta da época de chuvas, mas ela estava muito forte, e o visual era incrível.

Não é permitido nadar no poço, por conta da força da água, mas para falar a verdade, chega um momento que nem dá para ir mais perto, porque tem tanta partícula de água no ar, e você já está quase tão encharcado quanto se tivesse entrado na água.

Até por conta disso, não recomendo levar câmera ou outros aparelhos eletrônicos sem uma proteção devida.

Por conta da instabilidade do tempo, resolvemos não arriscar a fazer a trilha para a parte superior, mas é algo para fazer quando voltarmos, já que a vista de lá deve ser muito bonita!

Conforme o Rio São Francisco desce a serra, ele forma um cânion, com várias pequenas cachoeiras e piscinas naturais. Além disso, também é um lugar que com alguma frequência se avistam lobos-guará, tatus, veados, capivaras e diferentes tipos de pássaros.

A trilha para a parte superior da Casca D’anta é considerada de nível difícil, com aproximadamente 3km o trecho, e tempo médio de 2hs só de subida.

Para quem não quer fazer a trilha, o melhor é alugar um 4x4 ou contratar um passeio que inclua a parte superior da Casca D’anta, mas o acesso nesses casos é pela cidade de São Roque de Minas. As opções de passeios que vimos saíam em torno de R$150 por pessoa, com duração de cerca de 6-7hs.

Rio São Francisco, com a Cachoeira Casca D’anta no fundo

 

Outras opções de atividades na região

Uma outra opção para visitar na região é a Cachoeira da Chinela, que é de fácil acesso, e tem um poço grande para banho (não fomos porque o tempo começou a fechar).

Recomendo também conhecer as fazendas de queijo da Canastra, que são famosas pela qualidade do queijo, com produção bem artesanal, e frequentemente ganham prêmios internacionais de grande peso. Nós fomos conhecer a Fazenda Capela Velha, onde fomos super bem recebidos e pudemos degustar um queijo delicioso. Uma outra opção que nos foi recomendada foi a Fazenda Capim Canastra.

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Serra do Intendente

Nota: Esse post sobre a Serra do Intendente faz parte de uma sequência de posts com o tema ‘Ecoturismo em Minas Gerais’. Para acessar o post com o roteiro completo, clique aqui.

Nosso roteiro de ecoturismo em Minas Gerais continua em Conceição do Mato Dentro, cidade base para a Serra do Intendente e Cachoeira do Tabuleiro. Conceição do Mato Dentro é considerada a capital mineira do ecoturismo. De Piumhi são aprox. 6hs de carro, mas fizemos uma parada de 2 dias na cidade de Brumadinho para conhecer Inhotim – mas isso será tema de outro post.

No caminho, perto de BH, passamos pelo Parque Estadual da Serra do Rola Moça, que tem uma bonita paisagem de cima das montanhas e das cidades próximas. O Parque leva esse nome engraçado por conta de um poema de Mário de Andrade, “A Serra do Rola-Moça”, que conta a história de um casal que estava atravessando a serra de cavalo, quando o cavalo da moça escorregou no cascalho e a moça rolou a serra abaixo.

parque estadual da serra do rola moça, minas geraisVista do Parque Estadual da Serra do Rola Moça, próximo a Belo Horizonte

Entre Belo Horizonte e Conceição de Mato Dentro, dirigimos pela bonita e sinuosa MG-010, que corta o Parque da Serra do Cipó.

É um trajeto muito bonito, passando por várias colinas; não tem muitos pontos de parada mas vale a pena fazer com calma e curtir a paisagem.

paisagens no caminho para Conceição do Mato Dentro, Minas GeraisO caminho até Conceição do Mato Dentro passa por várias colinas e é bem bonito

 

Onde se hospedar na Serra do Intendente

Para se visitar a Serra do Intendente e a Cachoeira do Tabuleiro, a melhor cidade base com alguma estrutura é Conceição do Mato Dentro. Escolhemos o Splendore Hotel para ficar, que é simples mas limpo e confortável, por um preço muito bom – pagamos R$139 o valor da diária em baixa temporada.

quarto do Splendore Hotel, em Conceição do Mato Dentro, MGQuarto confortável no Splendore Hotel, em Conceição do Mato Dentro.

O Tabuleiro

A Cachoeira do Tabuleiro é famosa pelo seu tamanho e o formato que ela faz nas montanhas que lembra um coração. Tem 273m de queda, é a maior de Minas Gerais e está entre as 10 maiores cachoeiras do Brasil.

A Cachoeira do Tabuleiro faz parte de uma famosa travessia de Minas Gerais, a trilha de Lapinha da Serra ao Tabuleiro, uma caminhada de 28km a ser feita em 2 dias, que pode ser feito com várias agências que fornecem guia para esse tipo de aventura.

De Conceição até o Parque Nacional do Tabuleiro, levamos aprox. 1h de carro, passando por 15km de estrada de terra acessível por qualquer tipo de veículo. A melhor forma de se chegar é seguir o Google até o povoado de Tabuleiro e de lá em diante seguir as placas.

opções de trilhas para a Cachoeira do Tabuleiro, Serra do Intendente

Chegando na entrada do parque, é cobrada uma taxa de R$10 (valores ref. a 2018) por pessoa para visitação. Existem 3 opções de trilhas que podem ser feitas sem guia:

  • trilha para o mirante: trilha em terreno aberto, bem curta mas um pouco íngreme; leva até um mirante onde se tem uma ótima visão da cachoeira de longe;
  • trilha para a parte inferior (poço): trilha de dificuldade média. São 3km por trecho, sendo que na ida são 2km de descida, e o último quilômetro pelo leito do rio; a volta é pelo mesmo caminho. Ela segue até o poço da cachoeira, que pode ser usado para banho. É uma trilha bem aberta, e exige algum preparo físico. É importante estar equipado com água, lanches, protetor solar, boné, etc. Pelo fato do caminho ser pelo curso do rio, a trilha pode ser fechada se houver previsão de tempestade, por isso vale a pena verificar antes. Nós mesmos tínhamos a intenção de fazer essa trilha mas quando chegamos lá, não pudemos por conta do tempo, então fomos somente até o mirante. Um grupo no dia anterior havia ficado ilhado pois foi pego desprevenido com a chuva e demorou várias horas para serem resgatados;
  • trilha para a parte superior: essa é a mais demandante. São 8km por trecho, com muita subida, e requer um ótimo preparo físico.

Cachoeira do Tabuleiro, uma das maiores cachoeiras do BrasilPrincipal atrativo da região, a Cachoeira do Tabuleiro tem o formato de um coração e é mesmo linda!

Outras atrações da Serra do Intendente

Outras opções de lugares para conhecer na região são a Cachoeira Rabo de Cavalo, o Cânion do Peixe Tolo, e a Cachoeira Três Barras, que nós visitamos.

A Cachoeira Rabo de Cavalo fica bem próxima do Tabuleiro, e o acesso é por uma trilha de aprox. 1.6km de nível fácil. Já o Cânion do Peixe Tolo conta com uma trilha de nível intermediário, sendo 5km no total, com um trecho de passagem pelo Cânion com muitas pedras. Mas o visual deve ser lindo ao caminhar entre os paredões de pedra de 300m de altura.

A Cachoeira 3 Barras fica em um ponto de fácil acesso de carro, com uma trilha super curta. O acesso se dá pela parte de cima, mas tem um caminho para chegar na parte de baixo. A cor da água estava um pouco barrenta por conta das chuvas, mas a força da cachoeira estava provavelmente no máximo. Dá para fazer em pouco tempo, nós fizemos antes de seguir viagem.

Cachoeira 3 Barras, na Serra do Intendente, MG

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Serra do Cipó

Nota: Esse post sobre a Serra do Cipó faz parte de uma sequência de posts com o tema ‘Ecoturismo em Minas Gerais’. Para acessar o post com o roteiro completo, clique aqui.

De Conceição do Mato Dentro voltamos pela MG-010 até a Serra do Cipó, que se divide entre os municípios de Santana do Riacho e Jaboticatubas.

Nessa parada, decidimos “nos esbaldar” e hospedar na Pousada e Spa Capim do Mato. O quarto é excelente, super espaçoso e com uma cama muito confortável. O café da manhã é maravilhoso. Mas, o melhor de tudo é que eles dão como “bônus” uma experiência hidroterapêutica no Spa com produtos L’Occitane, que pode ser em um ofurô ou em uma banheira com hidromassagem. Por ser dia de semana na baixa temporada, o valor da diária foi de R$520,00.

Relaxando na piscina da Pousada Capim do Mato em meio à natureza.

O que fazer na Serra do Cipó?

O principal atrativo da região é o Parque Nacional, que tem mais de 33mil hectares de área protegida, e é lar de muitas espécies de plantas e animais, inclusive alguns ameaçados de extinção, como o lobo-guará, a onça parda e o tamanduá bandeira.

A área delimitada pelo Parque Nacional da Serra do Cipó é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade; e a topografia acidentada e a grande quantidade de nascentes formam rios, cachoeiras, cânions, e poços para banho, que podem ser acessados por diversas trilhas, para serem feitas a pé, a cavalo, ou de bike.

Além disso, tem também algumas opções de cachoeiras “independentes”, que não ficam na área no Parque Nacional, mas passa por áreas particulares, e por isso costumam cobrar um valor para acesso. É o caso da Cachoeira Véu da Noiva, Cachoeira Grande e Cachoeira Serra Morena. Tem também quem use a região da Serra do Cipó como base para fazer as trilhas para a Cachoeira do Tabuleiro.

Parque Nacional da Serra do Cipó

O acesso ao Parque Nacional da Serra do Cipó é gratuito. Para explorar o parque, podem ser feitas trilhas que são divididas em 2 circuitos, conforme abaixo:

  • Circuito Vale da Bocaina: acesso às Cachoeiras do Gavião, das Andorinhas, e do Tombador – para esse circuito deve-se acessar o parque pelo Portão do Retiro. A distância até a primeira cachoeira é de cerca de 7km.
  • Circuito Vale dos Mascates: acesso à Cachoeira da Farofa, ao Cânion das Bandeirinhas, e à Cachoeira Capão dos Palmitos – para esse circuito deve-se acessar o parque pelo Portão das Areias.

Optamos por fazer o Circuito Vale dos Mascates. As trilhas podem ser feitas a pé, a cavalo, ou de bicicleta, o que costuma ser uma boa opção, já que as distâncias são grandes. Para crianças, idosos, ou pessoas com alguma dificuldade para andar longos trechos, alguns trajetos podem ser feitos com um Jeep credenciado, mas mesmo assim uma parte do trecho terá que ser feita a pé.

A maioria das trilhas podem ser feitas sem o acompanhamento de guia, mas é preciso cautela, principalmente se houver chance de tempestade, para evitar trombas d’água. É importante ter noções de tempos e distâncias, e estar equipados com um kit básico com água e comida.

Nós alugamos bicicletas na Casa dos Ciclistas (R$75 para 2 bicicletas), e a intenção era ir até o Cânion das Bandeirinhas (que são 12km de distância do Portão das Areias), passando pela Cachoeira da Farofa (que acrescentaria mais uns 2km por trecho). Da mesma forma que aconteceu em vários outros destinos nessa viagem, pelo fato de estarmos no período da cheia (que por um lado foi bom pois pegamos as cachoeiras com bastante força), foi necessário ter o dobro de cautela e repensar o planejamento de acordo com o tempo.

Bonita vista da trilha na Serra do Cipó ao chegar no vale, com a vegetação densa do Cerrado

A trilha para o Cânion das Bandeirinhas e para a Cachoeira da Farofa estava aberta para passagem mas os funcionários do parque haviam nos alertado que, por conta das chuvas, o caminho estava bem lamacento e com trechos até alagados. Confesso que apesar do alerta, nunca imaginei que seria tanto! Um caminho que deveria ser fácil (já que é plano na maior parte), foi cheio de “sobe e desce” da bike, passagens tensas por água que vinha até o joelho (às vezes por mais de 100m), e sempre cuidando para não derrapar na lama.

Nos trechos muito alagados, chegamos a sair da trilha para tentar fugir das poças, mas acabava sempre sendo pior, porque a vegetação ficava muito densa e alta, e o medo de ser surpreendido por alguma aranha ou cobra nos fazia voltar para a trilha.

Imagino que na época de seca não seja nada assim. Por esse motivo, é sempre bom se informar sobre as condições das trilhas. Não me arrependo de ter feito (para mim o final compensou), mas vai muito de cada um o que está disposto a aturar.

Cachoeira da Farofa, vista do trecho final da trilha na Serra do Cipó

A condição da trilha piorava conforme avançávamos e, apesar dos quilômetros já percorridos, muitas vezes nos perguntamos se não seria melhor voltar. Decidimos seguir até a Cachoeira da Farofa. Deixamos as bikes em torno de 1,5km antes dela (antes de atravessar um segundo rio), e seguimos o resto a pé.

Pouco depois, já era possível enxergar a cachoeira de longe. Chegando mais próximo dela, começou um caminho sobre as pedras, mas em poucos metros já nos vimos de frente para a Cachoeira da Farofa! Ela é realmente muito bonita, e diferente de várias outras. O volume de água estava tão grande que o poço principal não estava propício para o banho, então acabamos nos refrescando nos poços menores que ficavam logo abaixo.

Cachoeira da Farofa, finalmente!

Após conseguir relaxar na água e comer um lanche, resolvemos voltar. A idéia era ir até o Cânion da Bandeirinhas, mas sabíamos que podia começar a chover a qualquer hora, e com a trilha alagada daquele jeito, não seria tão rápido para conseguir voltar.

Cachoeiras fora do Parque Nacional

Decidimos conhecer o complexo do Véu da Noiva e o da Cachoeira Grande, este último em parte por ser o mais próximo do nosso hotel. Os 2 complexos são bem diferentes. Para ser sincera, gostei mais da Cachoeira Véu da Noiva.

O Complexo da Cachoeira Grande conta com uma trilha de fácil acesso a diferentes pontos da corredeira. Por esse motivo, o espaço é mais amplo e tem algumas opções de poços para banho.

A trilha é bem sinalizada, mas o local não tem muita estrutura, somente banheiro para os visitantes. A entrada fica na beira da estrada que cruza a cidade, muito fácil de encontrar. É cobrada uma taxa de R$30 por pessoa para visitação.

Cachoeira grande, Serra do Cipó, Minas Gerais

A Cachoeira Véu da Noiva fica em uma propriedade que pertence a ACM (Associação Cristã de Moços), e para se chegar na cachoeira, basta seguir por uma trilha simples de aprox. 400m. A cachoeira fica quase “escondida” por um paredão de pedra e, apesar da grande altura, fica numa área pequena. Acho até que parte da beleza dela está nisso, como se fosse um lugar remoto e secreto. Eu definitivamente recomendaria tentar visitar num dia mais vazio.

O Complexo do Véu da Noiva também está na boca da rodovia MG-010, bem fácil de encontrar. Apesar de ser uma só cachoeira, tem outros 2 poços (menores) para banho no meio da trilha, e uma piscina natural com água que vem da cachoeira bem na entrada do parque.

O complexo conta com uma larga estrutura que inclui área para camping, chalés, restaurante, banheiros e vestiários, churrasqueira, entre outros. Por isso é normal muitas pessoas passarem o final de semana, ou um dia inteiro no local. O valor cobrado para entrada é de R$30 por pessoa para permanência durante o dia, mas para quem só pretende conhecer e ficar até 1h no local, só paga R$11 por pessoa.

Cachoeira Véu da Noiva. O que conhecer na Serra do Cipó.Cachoeira Véu da Noiva

A Cachoeira da Serra Morena também é uma famosa atração da região, e fica a uma distância de cerca de 8km da rodovia principal, que segue por uma estrada de terra. Também está na região de propriedade privada, e é cobrada uma taxa de R$30 por pessoa para entrar. Vimos algumas fotos e o lugar parece realmente muito bonito.

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Lavras Novas

Nota: Esse post sobre Lavras Novas é parte de uma série de posts do tema ‘Ecoturismo em Minas Gerais’. Para acessar o nosso roteiro completo, clique aqui.

Continuando no nosso “eco-roteiro” sentido Sul, ouvimos falar de um vilarejo chamado Lavras Novas, e resolvemos ir lá conferir!

Saindo de Ouro Preto, município a qual pertence, a distância é de quase 1h até Lavras Novas. Seguindo por cerca de 10km pela estrada que liga Ouro Preto a Ouro Branco – rodovia MG-129, chamada nesse trecho de Estrada Ouro Branco – até uma outra estrada bem chatinha (não descobri o nome, mas o Google nos guiou direitinho), na maior parte de terra e esburacada, onde são mais uns 7km até o vilarejo.

Vilarejo de Lavras Novas, no topo das montanhas

Não consigo nem explicar o quanto gostei e me surpreendi com Lavras Novas. Esse pequeno vilarejo cortado pela Estrada Real tem aquele jeitão de interior, tudo muito simples e rústico, com ruas de pedras em que carros e pessoas dividem o espaço com vacas e cavalos; construções vão de casas de tijolo coloridinhas a casas de madeira e pau-a-pique. O vilarejo tem cerca de 1500 habitantes e a impressão que dá é que todo mundo se conhece.

SImpática cidade de Lavras Novas, em Minas GeraisLixos decorados criativamente de vaquinhas, vacas andando pela rua, e, na parte de baixo, o posto policial da cidade

O que fazer em Lavras Novas

Há vários bons restaurantes, cafeterias, docerias e ateliês. Lavras Novas também encanta pela bela paisagem das montanhas ao redor no vilarejo. É considerada tanto um destino romântico para casais que buscam sossego nos finais de semana, como de ecoturismo, oferecendo opções de trilhas e atividades de aventura como caiaque, stand-up paddle, passeios de quadriciclo e 4x4, rafting, rapel, etc.

Lavras Novas – A Estrada Real passa por aqui!

Alguns dos lugares mais procurados são as cachoeiras dos Namorados, dos Prazeres, Três Pingos e do Pocinho, e a Bacia do Custódio. Dessas, a do Pocinho e a dos Três Pingos são as mais acessíveis, enquanto que as outras requerem algum tipo de veículo 4x4.

Cachoeira dos Namorados, 2a parada no passeio de quadriciclo

Resolvemos fazer o passeio de Quadriciclo, que passava no Mirante da Estrada Real, Cachoeira dos Namorados e Bacia do Custódio. Contratamos com a Quadricross o passeio, com duração prevista de 2hs, em quadriciclo comum, por R$180, valor que achei justo – os que vimos em Ibitipoca estavam na faixa dos R$300.

Muito legal o circuito de quadriciclo em Lavras Novas! A estrada de terra estava cheia de ondulações por conta das chuvas, mas com o tempo a gente se acostuma e pega o jeito!

O pacote inclui uma aula antes do passeio, e achei todo o pessoal envolvido bem preparado. Escolhemos esse de 2hs por ser o de nível fácil, já que seria nossa primeira experiência dirigindo um quadriciclo. Para quem não se sente seguro no quadriciclo comum, a empresa também dá a opção de UTV, um veículo maior e mais seguro. Esta opção custava R$300.

Bacia da Custódia, uma represa ótima para banho, a água não é gelada como a da cachoeira

Uma das cachoeiras mais bonitas da região parece ser a dos Prazeres, no entanto o roteiro que incluía ela nas paradas era o de 4hs, e com nível de dificuldade mais alto.

Para quem procura atividades como rappel ou rafting, as duas principais empresas de turismo são a Ecoventura e a Nefelibatas.

Onde ficar e onde comer

Optamos pela Pousada Vila de Gaia, que oferece quartos confortáveis com um bom café-da-manhã por um preço justo. O valor da diária foi R$189, e a experiência foi ótima!

Em termos de restaurantes, Lavras Novas tem várias boas opções; de restaurantes simples de comida mineira a bares e alguns mais sofisticados. Um dos restaurantes mais famosos de lá é o Santo Graal que fica próximo à entrada da cidade, mas não fomos conhecer.

Casa Ad'vinho, melhor restaurante em Lavras Novas, MGCasa Ad’vinho, restaurante, casa de vinhos e ateliê de família local

De todos, o que mais me encantou foi o Casa Ad’vinho, que é restaurante, casa de vinhos e ateliê. A casa é simples, passamos na frente quase sem perceber. Os donos são 3 irmãos, nascidos e criados em Lavras Novas. Os pratos são deliciosos e sofisticados, sem que o preço seja abusivo, e a casa é repleta de quadros e esculturas de um dos irmãos, que é artista.

Já o restaurante Pierina, fica na beira do penhasco, num cantinho do vilarejo, e é uma ótima opção para almoço pois tem uma linda vista. A comida também é muito boa, principalmente por conta das massas artesanais.

Mesmo com o tempo fechado, a vista do Restaurante Pierina impressiona! Em dias de sol e céu azul, dá para enxergar longe.

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Carrancas

Nota: Esse post sobre Carrancas faz parte de uma série de posts com o tema ‘Ecoturismo em Minas Gerais’. Para acessar o post com o roteiro completo, clique aqui.

Nossa viagem, depois de Lavras Novas, seguiu por mais algumas cidades da Estrada Real, como Tiradentes e São João Del Rey – que vou relatar com detalhes em outro post. De Tiradentes seguimos viagem por cerca de 2hs até chegar em Carrancas.

Carrancas está a 280km de BH, 440km de São Paulo e 330km do Rio de Janeiro. Apesar de ainda não ter entrado para o “hall da fama”, é um destino de ecoturismo excepcional e que, sozinho, já vale a viagem se você tiver pelo menos 2 ou 3 dias inteiros para aproveitar.

Onde se hospedar em Carrancas

O hotel que escolhemos para nos hospedar foi a Pousada Gaya, que fica no alto da montanha, a 6km de distância do centrinho da cidade. Não tão bom para quem não está de carro e precisa de um local com mais conveniência, mas fora isso, recomendo muito.

Chalé da Pousada Gaya, em Carrancas – Minas Gerais

Com uma linda vista de toda a região, a pousada é formada por vários chalés, que têm uma boa distância entre eles e dá bastante privacidade.

Todos os chalés são bem equipados com um quarto limpo e confortável, e têm uma linda vista. O café da manhã é servido no quarto dentro de uma cesta de piquenique e é bem completo.

Além de tudo, o hotel trabalha muito a questão da sustentabilidade, usando recursos como fossas biodigestoras e aquecimento solar.

Vista da área da Pousada Gaya em Carrancas; no pôr-do-sol, fica especialmente bonito!

O que fazer em Carrancas

Nós passamos 3 dias em Carrancas. A região tem várias opções de cascatas e poços de água cristalina, sendo a grande maioria acessível por trilhas de 20min em média.

Complexo da Toca, Carrancas – no parte do fundo tem uma cascata quase que escondida, mas é fácil chegar.

1º dia: Complexo da Toca e Complexo da Ponte

Complexo da Toca

No primeiro dia, escolhemos conhecer o Complexo da Toca, um lugar com vários poços de água esverdeada, como é o caso de um dos mais famosos, o Poço do Coração, que leva esse nome pelo seu formato.

Mas o que mais gostei mesmo foi um poço um pouco mais para o final da trilha, maior em amplitude, e que tinha uma cachoeira “escondida” no fundo.

O famoso Poço do Coração no Complexo da Toca é fundo, pequeno, e alto. Mais propício para admirar de fora que para nadar.

Imagem de dentro da “cachoeira escondida”

Por passar por área privada, geralmente é cobrada uma taxa de R$10 para visitação. Nós não tivemos que pagar essa taxa (acredito que termos visitado durante a semana).

A trilha é demarcada, sem muita sinalização, mas basicamente para acessar os melhores poços, basta seguir até o final. A trilha é bem aberta, sem subidas íngremes e, dependendo da época, pode ser preciso passar por algumas áreas enlameadas.

Demarcação da trilha no Complexo da Toca, em Carrancas

Complexo da Ponte

No mesmo dia, seguimos para o Complexo da Ponte (é bem próximo do Complexo da Toca). O Complexo da Ponte tem cachoeiras maiores, onde dá para tomar banho sentado nas pedras. O valor cobrado para entrada era de R$5 por pessoa, mas da mesma forma que o Complexo da Toca, nesse dia não nos cobraram nada.

Cachoeira do Salomão, Complexo da Ponte, Carrancas, Minas Gerais

À noite escolhemos jantar no Massaroca Bistrô, um restaurante muito bom e que várias pessoas já haviam nos indicado. Comida boa, lugar familiar e agradável, e atendimento nota 10! A dona foi tão simpática que nos ajudou a conseguir um guia às 21h da noite para a manhã do dia seguinte.

Minha recomendação: se precisarem de guia para algum passeio (para alguns lugares é obrigatório), procurem e contratem um com antecedência para evitar problemas. Nós demos sorte de conseguir em cima da hora, mas em parte porque era baixa temporada – e dia de semana.

2º dia: Racha da Zilda e Complexo Grão-Mongol

Então, no segundo dia, conseguimos fazer os 2 passeios que estavam na nossa programação e que exigiam o acompanhamento de um guia. O primeiro deles é a Racha da Zilda.

Racha da Zilda

Pelo que nos informaram, o Complexo da Zilda costumava ser uma única atração que abrangia uma área com muitas cachoeiras, poços, e a própria Racha, que é uma espécie de cânion. Depois de um tempo, a Zilda dividiu o terreno em várias partes, e o vendeu para diferentes proprietários. Por isso hoje cada lugar do antigo complexo cobra uma entrada separadamente.

Cachoeira na Racha da Zilda, em Carrancas (MG)

Nós não chegamos a conhecer as outras áreas do Complexo da Zilda, mas acredito que a Racha é o que tem de mais diferente. É obrigatório e necessário o acompanhamento de um guia experiente para esse trajeto, pois tem algumas partes que exigem bastante esforço.

Após uma trilha de 20-30min pelo cerrado, chega-se a uma cachoeira, que fica em frente ao cânion. A trilha continua pela lateral do cânion, onde se chega a um poço pequeno mas de 7m de profundidade. Essa é a parte mais difícil devido à força da água. O guia passa primeiro e lança uma corda para conseguirmos atravessar a corredeira com a ajuda dele. Passando essa parte, só é preciso nadar por alguns metros por dentro do cânion.

Vários morcegos sobrevoavam o local conforme adentrávamos no cânion (eles são inofensivos).

Entrando na ‘Racha da Zilda’ a nado

Chegando no final, o curso da água voltava a ter mais força, e o guia nos ajudava, até chegarmos no ponto em que avistamos a queda d’água. Esse passeio não é recomendável para crianças, pessoas que não saibam nadar ou que tenham alguma dificuldade de locomoção. Tirando isso, recomendo muito, o lugar é inacreditável! Claro que sempre se deve tomar muito cuidado, principalmente ao pisar em pedras molhadas (que podem ser escorregadias), mas é totalmente factível para um adulto normal.

Uma recomendação extra: ajuda muito se você tiver aqueles sapatos-anfíbio ou meias anti-derrapantes. Eu não tinha nenhum dos dois, então entrei na água com as meias normais que estava vestindo, mas já ajudou!

Cachoeira no final do percurso da Racha da Zilda – A foto não faz jus a beleza daquele lugar!

Complexo Grão Mongol

No mesmo dia, ainda com o acompanhamento do guia, seguimos para o Complexo do Grão Mongol (que fica relativamente próximo da Zilda), onde tem a Cachoeira do Grão Mongol e o Poço Azul. Esse complexo tem uma trilha de nível fácil, mas por exigência do proprietário, é preciso o acompanhamento do guia lá também. Os poços tem água de cor esverdeada e bem limpas; é um daqueles lugares que dá vontade de não sair mais.

Águas lindas e cristalinas do Complexo Grão Mongol, em Carrancas

O Complexo da Zilda fica a cerca de 11km do centro de Carrancas. Gastamos R$20/pessoa para o acesso à Racha da Zilda e mais R$15/pessoa para o Complexo Grão-Mongol. A informação que tivemos é que os preços podem variar dependendo da alta ou baixa temporada. O guia nos custou R$35/pessoa para o dia.

3º dia – Complexo Vargem Grande

No terceiro dia fomos conhecer a Cachoeira Esmeralda, que fica a aprox. 8km do centro de Carrancas. Essa cachoeira fica no Complexo Vargem Grande, que é um dos únicos lugares que não cobram nada para visitação. E é um dos mais bonitos. Com um poço largo de água verde-esmeralda, é um lugar que transmite tranquilidade e é ideal para relaxar. O acesso é por uma trilha de uns 15min.

No caminho de volta ao centro de Carrancas, paramos para conhecer a Cachoeira da Fumaça. Apesar de ser um dos cartões-postais da cidade, não é uma das atrações mais bonitas na minha opinião. Ao contrário de todas as outras que visitamos, a cor da água é barrenta e o poço, impróprio para banho.

Cachoeira da Esmeralda, Complexo Vargem Grande, Carrancas, Minas Gerais

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Ibitipoca

Nota: Esse post sobre Ibitipoca faz parte de uma série de posts com o tema ‘Ecoturismo em Minas Gerais’. Para acessar o post com o roteiro completo, clique aqui.

Finalmente chegamos à nossa última parada em Minas Gerais, o rústico e longínquo vilarejo de Conceição de Ibitipoca. Para chegar lá, foi uma longa e cansativa viagem saindo de Carrancas, que durou em cerca de 5hs, com mais de 50km de estrada de terra. Ibitipoca está a cerca de 320km de Belo Horizonte, 400km de São Paulo e 270km do Rio.

É possível chegar ao vilarejo de ônibus, saindo de Juiz de Fora em direção à cidade de Lima Duarte (município a qual pertence o vilarejo). De lá, existem 2 opções de horário de ônibus para Conceição de Ibitipoca. Este último trajeto custa em média R$20.

O vilarejo, apesar de ter uma acessibilidade ruim, é um importante destino de ecoturismo de Minas Gerais, e tem muitas opções de hotéis, pousadas e restaurantes com preços que variam bastante mas, no geral, acima da média dos outros lugares que passamos em Minas.

Nós escolhemos para hospedagem o Vila Nova Chalés, uma pousada super simpática, de família local, nova e bem cuidada. A proprietária Solange é super receptiva e atenciosa, e ela e a mãe são responsáveis pelo preparo do café-da-manhã da pousada, que inclui bolos e doces feitos na casa. Nós pagamos R$250 a diária, mas descobrimos que se reservar direto com a dona, sai mais barato! A reserva pode ser feita pelo whattsapp: (31)98496.9595.

O que fazer em Ibitipoca

A maioria dos visitantes desse charmoso vilarejo vêm para conhecer o Parque Estadual do Ibitipoca. Mas o vilarejo também tem seu próprio atrativo: bonito, com muitas opções de bares e restaurantes, agradável principalmente à noite; além de hospedar diversos eventos durante o ano que atraem muitos turistas, como:

Março: Festival de Verão de Ibitipoca – Informações: www.facebook.com/festivaldeveraodeibitipoca

Maio: Luau do Ibitilua – Informações: www.facebook.com/events/151857242240239/

Julho: Ibitipoca Jazz Festival – Informações: www.ibitipocajazzfest.com.br

Agosto: Ibitipoca Off Road – Informações: www.ibitipocaoffroad.com.br / Ibitipoca Blues – Informações: www.ibitipocablues.com.br

Parque Estadual do Ibitipoca

Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas GeraisParque Estadual do Ibitipoca

O Parque é uma reserva de quase 1500 hectares, administrado pelo Instituo Estadual de Florestas (IEF-MG). O horário de funcionamento é das 7h as 18h, de terça aos domingos (às segundas-feiras o parque não abre, exceto se cai em feriado). Os ingressos são vendidos somente na hora, com um limite de capacidade por dia. Algumas informações importantes:

  • valor do ingresso por pessoa (acima de 5 anos de idade): R$15 em dias úteis / R$25 em fins de semana e feriados (valores ref. Março/2018);
  • estudantes e pessoas acima de 60 anos pagam valor de meia entrada;
  • o estacionamento dentro do parque é cobrado e tem capacidade limitada; os valores de veículos de passeios para até 7 pessoas é de R$25, para motos, R$20 (valores ref. Março/2018);
  • o estacionamento fora do parque é permitido, mas requer uma boa caminhada até o Centro de Visitantes;
  • está sendo exigida a comprovação da vacina de febre amarela para entrar no parque (nós esquecemos a nossa mas conseguimos uma foto dela para mostrar) – sem isso não é permitida a entrada;
  • o parque conta com uma estrutura para camping (limitada e sem pré-reservas), restaurante, loja, e um Centro de Visitantes, com informações bem completas de todo o parque, fauna e flora, e funcionários preparados para ajudar.

Opções de trilhas no Parque Estadual de Ibitipoca:

As trilhas são bem demarcadas e sinalizadas, e começam próximas ao Centro de Visitantes, onde é possível pegar um mapa para orientação; e são divididas em 3 circuitos principais (mas com partes da trilha em comum):

  • Circuito da Águas: é um dos principais do parque pela facilidade de acesso, leva a várias áreas para banho e relaxamento, como a Prainha, o Lago dos Espelhos, e o Rio do Salto. O circuito passa também pela Cachoeira dos Macacos, uma queda de 32m de altura. No total esse circuito tem cerca de 5km de caminhada;
  • Circuito do Pico do Peão: circuito que passa pelo Pico do Peão, Gruta do Peão e Gruta dos Viajantes. É um circuito de nível moderado, com várias subidas no caminho, e uma distância total de 9km. O Pico do Peão está a 1700m de altitude e é o segundo maior pico do parque;
  • Trilha para a Janela do Céu: esse é o principal circuito e o que escolhemos fazer. O lugar conhecido como ‘Janela do Céu’ fica no topo de uma cachoeira que, em conjunto com a vegetação ao redor, forma um visual que lembra uma janela! É a trilha mais longa do parque, com 16km de extensão no total. O tempo média de trilha é de 7hs, não apresenta grandes dificuldades, mas tem várias subidas e descidas, e algumas bem íngremes.

A trilha para a Janela do Céu

Trilha para a Janela do Céu, em Ibitipoca, Minas GeraisTrilha para a Janela do Céu, Parque Estadual de Ibitipoca (MG)

Uma forte recomendação para quem visita o parque e, principalmente, para quem vai até a Janela do Céu é tentar pegar um dia de baixo movimento. Se não for possível fugir dos finais de semana, é melhor começar a trilha o mais cedo possível. Além dos fatores de limitação de visitantes e vagas no parque, a própria Janela do Céu pode ser impossível de apreciar se estiver cheia de gente. E um lugar que é de uma beleza tão diferente e interessante pode acabar se tornando tedioso porque você acaba tendo que entrar numa fila para poder tirar uma simples foto. Nós pegamos um dia de muito baixo movimento, encontramos somente 4 pessoas! Mas ouvimos relatos de pessoas que foram no carnaval e ficaram 2 HORAS na fila da Janela do Céu!

Para quem vai fazer esse circuito: apesar da longa distância e das muitas ladeiras, é totalmente factível por trilheiros pouco experientes. Precisa sim, ter um bom planejamento, estar bem preparado com lanches e bastante água, um bom tênis ou bota de trekking, bonés e protetor solar. Uma boa parte da trilha é aberta. Se for possível escolher, tentar pegar um dia sem sol muito forte nem previsão de chuva, pois no parque tem uma incidência de raios acima do normal.

A trilha é circular, e a Janela do Céu está bem no meio do circuito, sendo de qualquer forma uma distância de 8km para chegar lá. A maioria das pessoas faz a trilha no sentido horário, assim a maior subida já está no início, até o Pico da Lombada que, com seus 1784m de altitude, é o ponto mais alto do parque e de onde se tem uma vista muito ampla. Os 1.5 primeiros quilômetros da subida são os mais íngremes, até o Pico da Cruz.

Parque Estadual do Ibitipoca, Minas GeraisMontanhas a perder de vista – vista do Pico da Lombada, ponto mais alto do Parque Estadual do Ibitipoca

Após o Pico da Lombada, vale a pena fazer um pequeno desvio para conferir as Grutas dos Moreiras, dos Fugitivos e dos Três Arcos.

Gruta dos Moreiras, no Parque Estadual de Ibitipoca, Minas GeraisGruta dos Moreiras, no Parque Estadual do Ibitipoca

Depois disso, a próxima parada é a Janela do Céu. Para chegar lá, terá um desvio em descida (que na volta será subida) até uma escada de madeira que leva ao famoso local. Torça para não ter ninguém, o espaço é pequeno e cada um vai querer tirar sua própria foto.

Cascata na Janela do Céu, Parque Estadual do IbitipocaCascatinha na Janela do Céu – em todos os cursos de água do Parque, a água tem essa coloração avermelhada por conta do tanino

Chegando na parte de baixo da escada, você dá no riozinho calmo que nem parece que precede uma queda tão alta. É possível chegar próximo da queda, mas é importante tomar muito cuidado, lembrando que cada um está por sua conta e risco, e já teve uma pessoa que caiu lá de cima. O lugar é incrível, o mais legal é que com a vegetação fechada e com a água escura, ela reflete a paisagem, no caso a cor do céu!

Janela do Céu, no Parque Estadual do IbitipocaVisual da Janela do Céu, com a vegetação formando uma “moldura” e a água refletindo a cor do céu

Na volta, após subir tudo e retomar o caminho principal, tem algumas opções de desvios e paradas para quem quiser tomar um banho, ou conhecer outros pontos do parque. Algumas opções são: a Cachoeirinha (que fica logo depois da Janela do Céu), o Pico do Pião (principal ponto do Circuito do Pico do Pião), algumas grutas no caminho, e a Cachoeira dos Macacos, que já é um desvio maior, mas que já está bem perto do final da trilha.

Nós decidimos não arriscar a aumentar o tempo de volta porque o céu começou a fechar. Então seguimos direto para o estacionamento, passando por muitas subidas e descidas, alguns espaços abertos, outros mais fechados, até chegarmos na Prainha, e logo em seguida de volta de onde viemos.

Cachoeirinha, no Parque Estadual do IbitipocaCachoeirinha – lugar de parada para banho depois da Janela do Céu

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4 Comentários

  1. Evânio Rezende

    No incio de Janeiro de 2019 conheci Ibitipoca é um lugar encantador, a natureza é um show, fiz a caminhada até a Janela do Céu, no percurso tem muitas opções para desfrutar da natureza, conhecer as grutas e até mesmo descansar, banhar nas cachoeiras e contemplar a natureza. existe também um restaurante dentro do parque com alimentos de qualidade.
    A noite você poderá curtir nos barzinhos da Vila e também poderá conhecer o exótico bar do Firma… Vale apena conhecer…Ibitipoca me aguarde, pois eu voltarei em breve para continuar contemplando e usufruindo dessa perfeita e harmoniosa natureza

    Responder
    • mariana.in.flipflops

      Oi Evânio,
      Que legal saber que você gostou de Ibitipoca, nós também amamos e queremos voltar.
      O estado de Minas guarda muitas surpresas para os amantes da natureza.
      Abraços.

      Responder
  2. Jiro

    Parabéns! Sabem curtir a vida e dão dicas bacanas e preciosas!
    Nos anos 90 (solteiro), viajei bastante de carro para diversos parques – orçamento baixo, mas com muitas curtições. Eu recomendo visitarem a Serra do Caparaó e pegarem o nascer do sol no Pico da Bandeira (inesquecível). Outros parques que gostei foram a Chapada Diamantina (vistas, morros, canhoeiras e cavernas) e a Chapada dos Veadeiros (algumas atrações em propriedades particulares). Já no litoral, gostei de Itaúnas (isolado e mto calmo) e Jericoacoara (quando fui não tinha energia elétrica – gerador a diesel. E ainda não era pq nacional).
    Sim, fui de carro até Jijoca de Jericoacoara. E nesta viagem fui tb para Lençóis Maranhenses (até chegar a Barreirinhas, foram 150km de uma estrada de terra complicada que demorou 5 horas). Uma viagem de 7.600km a bordo de um Golzinho….(rs) – único e inesquecível.
    Agora, com filhos um pouco maiores, estou voltando aos poucos para curtir e poder mostrar aos filhos as belezas naturais do Brasil e as curtições que existem nestes tipos de viagens.
    Abraços!

    Responder
    • mariana.in.flipflops

      Oi Jiro, muito obrigada! Também gostamos muito de viajar pelo Brasil. As Chapadas do Veadeiros e Diamantina realmente são incríveis, nós conhecemos uma parte delas e estou ansiosa para compartilhar aqui no blog.
      A Serra do Caparaó é um lugar que queremos muito conhecer, agradeço muito a dica. Você também já deve ter tido algumas experiências de viagens incríveis, agradeço por compartilhar isso aqui.
      Acredito que temos mesmo que incentivar mais o turismo aqui no Brasil, especialmente nos nossos Parques Nacionais que são tão lindos.
      Abraços

      Responder

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