Ilha Sul da Nova Zelândia: um roteiro incrível

Lindi's Pass, NZLindis Pass, Ilha Sul da Nova Zelândia

A Nova Zelândia tem cenários belíssimos de Norte a Sul. Se você está chegando agora no site e precisa de ajuda para montar um roteiro completo pela Nova Zelândia, confira primeiro o post Uma Viagem pela Nova Zelândia. Você pode também ver o post Ilha Norte da Nova Zelândia: Um roteiro de 5 dias.

Nosso roteiro pela Ilha Sul começou em Christchurch, atravessou o país até Franz Josef, passou pela região dos lagos e acabou em Queenstown. Foram 12 dias de paisagens dignas de cartão-postal.

Para não complicar muito a logística, acabamos deixando de lado a região Norte da Ilha Sul, onde estão algumas praias lindíssimas do Abel Tasman National Park, de Golden Bay, Nelson, entre outras.

Então nosso roteiro pela Ilha Sul começou em Christchurch, 3ª maior cidade da Nova Zelândia. Pegamos um vôo de Auckland para Christchurch, e lá alugamos um carro na locadora Apex.

Christchurch e Banks Peninsula

vista da península de Akaroa de cima Não chegamos a conhecer muito a cidade de Christchurch. Ficamos somente 2 dias e a cidade estava toda em obras, pois estava se recuperando do terremoto de 2016. Apesar de ser a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia, em Christchurch você tem a impressão de estar no interior da Inglaterra. A cidade é bastante agradável, especialmente no outono. É um lugar onde é gostoso caminhar. Uma dica de passeio dentro da cidade é o Hagley Park. A idéia principal, aliás, era usar Christchurch como base para explorar a região de Canterbury.  

Opções de atividade nas proximidades de Christchurch

Christchurch, Ilha Sul NZCidade de Christchurch, na Ilha Sul da Nova Zelândia A Ilha Sul da Nova Zelândia é repleta de natureza por todos os lados. A região de Canterbury não é diferente. A quantidade de trilhas nos arredores de Christchurch é imensa. Para quem quiser explorar bem a região a pé, pode conferir esse site. Nós optamos por fazer um passeio de barco para observação da vida marinha. Essa atividade pode ser feita em algumas cidades da costa leste. O lugar mais famoso na Ilha Sul da Nova Zelândia para observação da vida marinha é Kaikoura, que fica a 2h30 de Christchurch. No entanto, não conseguimos agendar passeios em Kaikoura pois já estavam lotados.  

Akaroa

Akaroa, Banks Peninsula, NZAkaroa, localizada na Banks Peninsula, Nova Zelândia Contratamos então um passeio de barco em Akaroa, que fica bem mais próximo a Christchurch, na Banks Peninsula. Escolhemos o passeio Akaroa Harbour Nature Cruise, da empresa Black Cat Cruises, que custou NZD 85,00 por adulto. O passeio foi maravilhoso, com avistamento de golfinhos, focas, aves e até um pinguim! Akaroa é uma charmosa cidade portuária de colonização francesa. Por sua localização bem no meio do canal Akaroa Harbour, é um local excelente para saída dos passeios de barco. Além da vida marinha, no passeio o visitante contempla também o lindo visual das baías ao longo do canal. Passeio de barco em Akaroa, Banks Peninsula, NZ Cruzeiro em Akaroa, Banks Peninsula, NZ Cruzeiro em Akaroa, Banks Peninsula, NZ Elefante de Pedra em Akaroa, NZ“Elefante de pedra” – formação de rocha na Banks Peninsula O golfinho presente na região é o Hector’s Dolphin, uma espécie endêmica da Nova Zelândia, e que é considerado o menor golfinho do mundo. Em Akaroa é possível inclusive contratar passeios para nadar com os golfinhos com empresas renomadas e responsáveis. Para quem tiver mais tempo para explorar a Banks Peninsula, tem várias opções de trilhas na região que podem ser feitas para contemplar a linda topografia da península. Hector's Dolphin, Akaroa, Banks Peninsula, NZHector’s Dolphin, o menor golfinho do mundo – espécie endêmica da Nova Zelândia Lobos Marinhos em Akaroa, Banks Peninsula, NZLobos marinhos avistados do passeio de barco em Akaroa, Nova Zelândia Pinguim em Akaroa, NZUm pinguim solitário nadando em meio ao Akaroa Harbour Após o passeio de barco, percorremos a simpática cidade de Akaroa a pé, almoçamos e pegamos a estrada de volta. O visual da própria estrada para a Banks Peninsula é lindo demais. Fizemos também uma parada no meio da Christchurch – Akaroa Road, para contemplar o belo Lago Forsyth, com as montanhas ao fundo. Cisnes Negros em Little River, Banks Peninsula, NZLago Forsyth, na estrada de Christchurch para Akaroa. Demos sorte de ver essa linda família de cisnes negros cruzando o lago no final de tarde. O local da foto é próximo ao Little River Freedom Camp. O visual de fim de tarde no Lago Forsyth foi a forma perfeita de encerrar o dia. No dia seguinte, seguiríamos viagem para a Costa Oeste, cruzando a Nova Zelândia pela Great Alpine Highway.

Great Alpine Highway: Cruzando a Nova Zelândia de leste a oeste

Great Alpine Highway, NZGreat Alpine Highway: visual lindo o caminho todo!

Saindo de Christchurch, pegamos o carro para atravessar a Ilha Sul da Nova Zelândia até a Costa Oeste. Dirigimos pela State Highway 73 – mais conhecida como Great Alpine Highway – passando por belíssimos cenários como o Arthur’s Pass National Park.

Aliás, recomendo o trajeto até Arthur’s Pass mesmo para quem não pretende seguir até a Costa Oeste. A SH 73 de Christchurch a Arthur’s Pass é uma das estradas mais cênicas da Nova Zelândia. São 2hs de viagem de carro, mas também pode ser feito de trem pela TranzAlpine.

 

1ª parada: Kura Tawhiti / Castle Hill Conservation Area

Kura Tawhiti, Castle Hill, Arthur's Pass, Great Alpine Highway, NZKura Tawhiti Conservation Area, área de Castle Hill, na Great Alpine Highway

A 1h20 de Christchurch, Kura Tawhiti é uma área de conservação no centro da Great Alpine Highway. Suas enormes pedras de calcário impressionam qualquer viajante que passa por ali.

A entrada no parque é livre e o visitante pode subir até o topo das pedras de onde se tem uma vista sensacional. Esse cenário incrível foi utilizado nas filmagens do primeiro filme de As Crônicas de Nárnia.

Kura Tawhiti, Castle Hill, Arthur's Pass, Great Alpine Highway, NZ Kura Tawhiti, em Castle Hill

 

2ª parada: Cave Stream Scenic Reserve

Cave Stream Scenic Reserve, Great Alpine Highway, NZCave Stream Scenic Reserve, na Great Alpine Highway, Nova Zelândia

Seguindo por mais 6,5km, está o Cave Stream Scenic Reserve, ou Broken River Cave. Trata-se de uma gruta de 594m com desvios e curvas que faz com que o interior da caverna seja completamente escuro.

Um pequeno rio passa pela gruta. Apesar de aparentemente inofensivo, é preciso muito cuidado se for atravessar a caverna. Dependendo das condições climáticas, a temperatura e a profundidade do rio podem variar. O rio também passa por algumas quedas d’água dentro da gruta.

Cave Strea, Scenic ReserveA gruta de quase 600m de extensão que pode ser atravessada de ponta a ponta com o devido preparo e equipamento.

O lugar é muito bonito e vale a pena visitar, inclusive chegar até a entrada da gruta. Porém, para atravessá-la por toda sua extensão, é preciso considerar as condições e estar devidamente equipado.

 

3ª parada: Lake Pearson

Lake Pearson, Great Alpine Highway, NZLindo visual do Lake Pearson no Outono – uma das belezas da Great Alpine Highway

Depois de rodar mais 13km na Great Alpine Highway, chegamos ao lindo Lake Pearson. O Lake Pearson, por conta de sua coloração mais escura, costuma refletir bem a paisagem ao redor. Como nossa passagem por lá foi durante o Outono, o cenário ficou lindíssimo com as folhas das árvores amareladas na beira do lago.

O local conta com um ponto para acampamento.

 

4ª parada: Arthur’s Pass National Park

Arthur's Pass, Waimakariri River, NZWaimakariri River, no Arthur’s Pass National Park.

Após passar pelo Lake Pearson, em pouco mais de 30km a estrada entra na área do Arthur’s Pass National Park. O parque de Arthur’s Pass cobre uma área montanhosa de mais de 1000 km2, e abriga diferentes e raras espécies de animais e plantas. Como exemplo, o colorido papagaio-da-montanha, conhecido como Kea, ave endêmica da Nova Zelândia.

Kea, o papagaio da montanha, espécie endêmica da Nova ZelândiaPapagaio-da-montanha, ou “Kea”, em Arthur’s Pass, próximo a Great Alpine Highway

O Parque Nacional de Arthur’s Pass oferece uma boa variedade de trilhas, curtas e longas. Um exemplo disso é a Devils Punchbowl Walking Track, trilha de aprox. 1h de duração, que chega na cachoeira que tem 130m de altura. Para baixar o folheto informativo do parque e ver outras opções de trilhas, clique aqui.

Para os que não tiverem interessado nas trilhas que o parque oferece, ao menos vale a pena parar no mirante Otira Viaduct Lookout.

Arthur's Pass, Otira VIaduct LookoutOtira Viaduct, inaugurado em 1999, próximo a Arthur’s Pass

Costa Oeste da Nova Zelândia

Costa Oeste da Nova ZelândiaVisual na State Highway 6, durante nossa ‘road trip’ pela Costa Oeste da Nova Zelândia

Depois que passamos por Arthur’s Pass, continuamos na Great Alpine Highway por mais 1h, até chegarmos na State Highway 6 (SH6), rodovia que atravessa a costa oeste da Ilha Sul da Nova Zelândia. Então pegamos a SH6 por mais 150km até o nosso hotel na cidade de Franz Josef.

Uma outra opção seria ter entrado na SH6 sentido norte, e seguir até Westport, passando por uma estrada costeira de lindas vistas. Uma das paradas famosas desse trecho é o Paparoa National Park.

Mas seguimos sentido sul, já que nossa maior intenção era conhecer os glaciares da Nova Zelândia. Ficamos hospedados no Glenfern Villas, onde as acomodações são apartamentos confortáveis e bem equipados.

animais no Hotel Glenfern Villas, em Franz JosefAnimais no Hotel Glenfern Villas, em Franz Josef, costa oeste da Nova Zelândia

No caminho, fizemos uma última parada que foi no Hokitika Gorge, um local para contemplação do Rio Hokitika. O Rio Hokitika é formado por águas glaciares e por isso sua coloração azul chama bastante atenção entre a vegetação mais escura.

 

Glaciar Franz Josef

Franz Josef, NZGlaciar Franz Josef

Nossa primeira atividade do dia seguinte foi conhecer o Glaciar Franz Josef, um dos mais populares da Nova Zelândia. Do nosso hotel foi cerca de 10min somente até o estacionamento. Saindo da estrada principal (SH6), foi preciso rodar por mais 3.5km até o local.

Fizemos a trilha Kã Roimata o Hine Hukatere Walk, de aprox. 5.5km (ida e volta). A trilha passa boa parte no meio da floresta temperada do Westland Tai Poutini National Park e segue até o mirante de onde se enxerga o Glaciar Franz Josef. Para essa trilha não é necessário o acompanhamento de guia. Algumas agências de turismo oferecem esse serviço, mas descobrimos que a trilha é exatamente igual a que se faz por conta.

Franz Josef, NZParte do caminho percorrido para avistar de perto o Glaciar Franz Josef

Confesso que por ter visto fotos anteriormente do Glaciar Franz Josef, nutri uma expectativa muito alta do visual e me decepcionei um pouco. Acontece que o Glaciar Franz Josef, assim como outros glaciares da Nova Zelândia, está reduzindo de tamanho muito rápido.

 

Fox Glacier

Fox Glacier, NZFox Glacier, visto do mirante – com o passar do tempo, o glaciar retrocedeu e os detritos passaram a cobrí-lo

Em seguida, pegamos a SH6 novamente para conhecer o Fox Glacier.

O Fox Glacier está a aprox. 30km do Glaciar Franz Josef. Da mesma forma que o Franz Josef, o Fox Glacier também está ao lado de uma cidade que leva seu nome. Saindo da estrada principal, são cerca de 3km até o estacionamento.

Bem próximo ao estacionamento, havia uma linda lagoa azul turquesa, o que por si só já é um atrativo.

Lago azul na estrada do Fox Glacier, NZLagoa de água azulzíssima e super transparente, no caminho para o Fox Glacier.

A trilha até o mirante é de 2.6km de extensão (ida e volta), e de nível fácil. Não é necessário acompanhamento de guia. A trilha passa pelo vale, na maior parte, em área aberta e atravessa alguns riachos. O trecho final conta com uma subida de onde se enxerga bem o glaciar.

Em comparação com o Franz Josef, o Fox Glacier, apesar de menor, pode ser visto mais de perto. Acho interessante conhecer os 2 glaciares, a visão dos 2 de certa forma se complementam.

 

Sobre os glaciares da Nova Zelândia

Franz Josef, NZGlaciar Franz Josef – a vista do mirante pode ser decepcionante

Algumas agências de turismo oferecem passeios para esses os glaciares Fox e Franz Josef. Antes de contratar, informe-se bem sobre como é a atividade, o que inclui e o nível de preparo necessário.

Os passeios costumam ser bem caros pois atualmente qualquer atividade que leve o visitante para cima do glaciar envolve transporte por helicóptero.

As únicas opções sem helicóptero são as trilhas até o mirante com vista para os glaciares, nesse caso não se anda sobre o glaciar. Mas essas mesmas trilhas podem ser feitas gratuitamente sem o acompanhamento de guia. No caso do Fox Glacier o guia pode te levar um pouco mais perto do glaciar, mas isso dependerá muito das condições.

Os glaciares estão em movimento o tempo todo, por isso é importante se manter sempre na trilha demarcada, observar as condições do local e obedecer à sinalização do parque.

aquecimento global na Nova ZelândiaComparação do Fox Glacier nos anos de 2008 e 2014 – os efeitos do aquecimento global são notáveis com o recuo dos glaciares.

Tanto o Glaciar Franz Josef como o Fox, fazem parte do Westland Tai Poutini National Park. Assim como todos os parques nacionais da Nova Zelândia, a entrada é gratuita.

Na nossa visita a esses 2 glaciares da Nova Zelândia, ficou bem evidente os efeitos do aquecimento global já que ambos reduziram drasticamente de tamanho nos últimos anos. A Nova Zelândia, por conta de sua larga criação de gado, é um país com alta emissão de CO2 e isso faz com que o aquecimento ocorra mais rápido no país.

 

Matheson Lake

Matheson Lake, NZCom o tempo bom, o reflexo nas águas do Matheson Lake é perfeito! A superfície do lago reflete até a neblina!

A cerca de 10km do Fox Glacier, está uma das paisagens mais incríveis da Ilha Sul da Nova Zelândia. O Matheson Lake, por ter uma coloração mais escura, quando fica com a água bem parada, reflete de forma impressionante a paisagem ao redor.

A trilha que percorre o perímetro do Matheson Lake é em círculo e tem 2.6km no total. São alguns mirantes espalhados pela trilha, se tiver tempo recomendo parar em todos eles.

Esse foi o visual do Matheson Lake na 1a visita – dia nublado e sem o efeito do reflexo!

Tivemos que visitar 2 vezes o Matheson Lake para conseguir ver o reflexo dessa forma. Na primeira visita, achamos o visual bonito, mas nada excepcional. No entanto, quando voltamos na manhã seguinte, a imagem que vimos era assim:

Matheson Lake (upside down)Você notou o galho “flutuando” no ar? Na frente da montanha? Qual é a mágica? Esse galho está, na verdade, na superfície do lago – e a foto está invertida! Deu pra perceber? Difícil diferenciar a imagem original do reflexo né?

Os Lagos da Nova Zelândia

Glenbrok, estrada para Lake Pukaki, NZGlenbrook, na State Highway 8, no caminho entre Wanaka e o Lago Pukaki.

Seguindo sentido sul, nosso próximo destino era Wanaka e estava a aprox. 270km de distância de Fox Glacier. O caminho segue pela State Highway 6, em mais um trecho de estrada cênica neozeolandeza, cruzando o meio do Mount Aspiring National Park.

Esse trecho levaria cerca de 3h30 de viagem, mas como na Nova Zelândia sempre há alguma coisa fantástica no meio do caminho, fizemos 2 paradas:

 

Thunder Creek Falls

Theunder Creek FallsThunder Creek Falls, na State Highway 6, no Mount Aspiring National Park.

Thunder Creek Falls é uma cachoeira de 96m de altura que abastece o Rio Haast. A cachoeira fica a 170km da cidade de Fox Glacier. O estacionamento do local fica na lateral da própria rodovia. A placa indicativa é bem “tímida” e é fácil passar por ela desapercebido. Do estacionamento, dá uma caminhada de cerca de 5min até a cachoeira. O caminho é por trilha fácil e demarcada.

Thunder Creek Falls, NZUm pedaço do Rio Haast, onde desemboca a Thunder Creek Falls.

Blue Pools

Blue Pools, na Nova ZelândiaBlue Pools – piscinas naturais de água “azul listerine”, provenientes do degelo de glaciares do Mount Aspiring National Park.

Seguindo por mais 20km pela SH6 sentido sul, você encontrará mais um interessante ponto de parada: as Blue Pools.

As Blue Pools são piscinas naturais de água transparente proveniente do Rio Makarora. O rio segue por um trecho paralelo à estrada SH6, e desemboca no Lake Wanaka.

As águas azulzíssimas das Blue Pools, também chamadas de Makarora Pools, têm essa coloração por serem de degelo de glaciares do topo do Mount Aspiring. Pelo falo de ser de origem glacial, nadar nas Blue Pools pode ser muito perigoso. As baixas temperaturas podem reduzir ou até mesmo travar os movimentos do seu corpo. Encare o passeio como um local contemplativo.

Blue Pools, NZBlue Pools – Foto tirada no mesmo dia da foto anterior – sinal de como a iluminação afeta no visual e na cor da água.

Assim como em Thunder Creek, para visitar as Blue Pools, você verá o estacionamento ao lado da estrada. A trilha do estacionamento até as piscinas naturais é de cerca de 20min passando por uma linda floresta coberta de musgos.

 

Wanaka

Cidade de Wanaka, NZCidade de Wanaka, Ilha Sul da Nova Zelândia.

Seguindo a SH6 por mais 1 hora, chegamos à Wanaka.

Wanaka é uma charmosa cidade localizada no extremo sul do Lago Wanaka. A cidade fica próxima ao Mount Aspiring National Park, e oferece diversas atividades para cada estação do ano. No site lakewanaka.co.nz você encontra mais informações.

Wanaka é muito popular no inverno por conta de sua estação de esqui. Embora no verão também receba muitos turistas que utilizam o lago para a prática de esportes náuticos.

Lake Wanaka, NZLago Wanaka – excelente lugar para prática de esportes náuticos, ou mesmo para relaxar e fazer um piquenique.

Certamente é um destino para qualquer estação do ano, mesmo que seja somente para relaxar em frente ao lago e contemplar a paisagem.

Nós utilizamos a cidade de Wanaka como base para conhecer também outros lindos lagos da Nova Zelândia, como o Lago Pukaki e o Lago Tekapo. Para seguir em direção a esses 2 lagos, é preciso pegar a State Highway 8.

O caminho entre Wanaka e Pukaki passa pela paisagem cênica de Lindis Pass e pela região de Glenbrook.

Lindis Pass, NZRiacho na região de Lindis Pass

 

Lago Pukaki

Lake Pukaki, NZLago Pukaki, Nova Zelândia – ao fundo, se enxerga o Mount Cook.

O Lago Pukaki, juntamente com os lagos Tekapo e Ohau, formam um conjunto de lagos alpinos da Ilha Sul da Nova Zelândia. Os 3 lagos são formatos pelo degelo de glaciares. Seu formato e cor estão associados à movimentação dos detritos glaciares que bloquearam os vales, evitando que a água tivesse vazão.

O Lago Pukaki é o maior deles, e também é o mais próximo ao Aoraki/ Mount Cook National Park. O Mount Cook é o ponto mais alto da Nova Zelândia. Quem tiver interesse em fazer trilhas no Mount Cook National Park, vale a pena conferir as opções no site oficial do governo da Nova Zelândia. Para fazer as trilhas mais longas, uma boa opção é utilizar a cidade de Twizel como base.

Pukaki Lake, NZLago Pukaki, Nova Zelândia

Ao pegar a State Highway 8 (SH8), um pouco de depois de Twizel, você naturalmente irá passar pelo Lago Pukaki, de onde já se tem uma bela vista. Mas vale a pena entrar na State Highway 80, e seguir até o Peter’s Lookout, um mirante quase no centro do lago.

 

Lago Tekapo

Tekapo, Nova ZelândiaLago Tekapo, Nova Zelândia

Seguindo por mais quase 50km na SH8, estará Lake Tekapo, a cidadezinha na beira do Lago Tekapo. O Lago Tekapo tem um visual incrível, com sua água azul turquesa em meio às montanhas dos Alpes do Sul.

Como fomos no Outono, a coloração das árvores amareladas junto ao azul do lago deu um toque especial.

Lake Tekapo, Nova Zelândia Ilha SulLago Tekapo, Nova Zelândia

No topo do morro está a Church of the Good Shephard, capelinha mais que simpática com vista para o Lago Tekapo e para as montanhas dos Alpes do Sul.

Capela no Lago Tekapo, Nova ZelândiaChurch of the Good Shepard, capela em frente ao Lago Tekapo. De dentro se tem uma vista para o lago com as montanhas ao fundo.

Pertinho do Lake Tekapo tem o Mount John Observatory, local onde são feitos tours astronômicos para observação das estrelas. Para chegar no observatório, é cobrada uma taxa de NZD 8,00 por carro. Infelizmente não conseguimos ir mas ouvimos dizer que vale a pena visitar o local mesmo de dia pois a vista é maravilhosa.

Queenstown e Te Anau

Montanhas em Devil's Staircase, caminho de Queenstown para Te AnauDevil’s Staircase, um dos lugares mais bonitos na estrada de Queenstown para Te Anau

Saindo de Wanaka, pegamos a estrada novamente para o Sul em direção a Te Anau, passando por Queenstown. Te Anau é um pequeno município na porta do Fiordland National Park, região no sudoeste da Ilha Sul, onde ficam os fiordes da Nova Zelândia.

A idéia inicial era ficar somente em Queenstown, porém quando descobrimos que o tempo de viagem para Milford Sound era de quase 4hs de Queenstown, mudamos a programação.

De Wanaka para Te Anau são aproximadamente 230km, e mais uma vez a viagem passa por cenários lindíssimos que merecem ser fotografados.

 

Milford Sound e o Fiordland National Park

Mas o que é um fiorde? Um fiorde é um grande “braço” de mar, comprido e sinuoso, entre montanhas. O Milford Sound é o fiorde mais visitado da Nova Zelândia. Dos seus “irmãos” dentro do Fiordland National Park, Milford Sound é o mais famoso e acessível, já que é possível chegar até ele pela State Highway 94.

Há outras opções de fiordes na região, como o Doubtful Sound. No entanto, a logística é um pouco mais complicada. O Doubtful Sound é o mais profundo dos fiordes, e também um dos mais longos. Para acessá-lo, o ponto de partida é a cidade de Manapouri, de onde é preciso atravessar o Lago Manapouri de barco.

 

Como chegar em Milford Sound?

Neblina na estradaO tempo ruim na viagem para Milford Sound prejudicou a paisagem na estrada e acabou impedindo nossa parada em alguns lugares.

A cidade mais próxima de Milford Sound é Te Anau, onde ficamos por 2 noites hospedados em um AirBnb. Milford Sound está a quase 2hs de carro de Te Anau, são 120km através da Milford Road (SH94).

Quem estiver hospedado em Queenstown, pode ir de ônibus pela InterCity para Milford Sound. No entanto, são mais de 4hs de viagem o trecho, e você acaba limitando os horários do passeio de barco.

Ovelhas na Nova ZelândiaComo em toda Nova Zelândia, a estrada para Te Anau é cheia de ovelhinhas!!!! 

Se estiver de carro, saiba que os últimos postos de combustível são em Te Anau.

No caminho tem várias paradas que permitem curtas caminhadas em meio à natureza, veja abaixo as principais.

 

Mirror Lakes

Mirror Lakes, estrada para Milford SoundMirror Lake, um dos pontos de parada na estrada para Milford Sound, dentro do Fiordland National Park

A aproximadamente 60km de Te Anau está a entrada para o Mirror Lakes. Não é difícil entender o porquê do nome: o reflexo do lago é perfeito.

Para chegar, basta estacionar ao lado da rodovia, nas vagas demarcadas, e seguir por uma trilha curta e fácil por um tablado de madeira. O lago está literalmente ao lado da rodovia.

Mirror Lakes, estrada para Milford Sound, Fiordland National ParkMirror Lake, no Fiorland National Park, entrada de Te Anau para Milford Sound

 

Cascade Creek / Lake Gunn

Depois que passar pelo Mirror Lakes, siga por mais 18km (sentido Milford Sound) até o Lake Gunn Nature Walk. A entrada fica logo após uma pequena ponte.

A trilha de 1,4km em círculo começa no Cascade Creek, um riacho de águas verdes e cristalinas. A caminhada passa por muitas árvores e pelo Lago Gunn de onde se tem um visual lindo com montanhas ao fundo.

 

Homer Tunnel

O Túnel Homer é um túnel de 1,2km de extensão que está na própria Milford Road, a cerca de 25km do Cascade Creek. O túnel tem 3.8m de altura e originalmente era todo em cascalho. Antes de ser transformado em asfalto, era o maior túnel de cascalho do mundo.

O Túnel Homer é considerado um marco como obra de engenharia por sua extensão, já que foi na sua maior parte escavado manualmente, e em um local remoto com condições difíceis. Sua conclusão levou quase 20 anos. Parte por conta de sua interrupção durante a 2ª Guerra Mundial, mas também em parte por causa das avalanches que ameaçavam a área. Os operários tinham que dormir em barracas em uma área gelada e montanhosa, onde quase não bate sol em uma boa parte do ano. Alguns chegaram a morrer nas avalanches, e muitos se feriram com pedras que rolavam das montanhas.

Ainda hoje, o túnel é pista única, e seu tráfego é liberado através de um semáforo, em horários pré-determinados. A paisagem ao redor é magnífica, repleta de montanhas nevadas. Na entrada leste (mais próxima a Te Anau), há um vão do lado direito para estacionamento. Dependendo da época do ano, você consegue enxergar os glaciares em cima das montanhas, formando cascatas de neve nos paredões de pedra.

 

The Chasm

The Chasm, estrada para Milford SoundO visual incrível do Rio Cleddau moldando as rochas e formando um cânion no ‘The Chasm’

A aproximadamente 8km do Homer Tunnel (sentido Milford Sound), está o The Chasm Walk. Trata-se de uma pequena trilha que passa por 2 pontes com vista para o curso do Rio Cleddau.

O rio desce seu curso passando por algumas quedas violentas, formando uma série de cascatas. É impressionante ver as formações das pedras que foram moldadas pela força da água.

A trilha é fácil, acessível, e tem cerca de 400m o trecho. Há um amplo espaço para estacionamento do lado esquerdo para quem segue sentido Milford Sound.

 

O que fazer no Fiordland National Park?

Milford Sound com neblinaNosso passeio em Milford Sound – a neblina tomou conta e a visibilidade do passeio foi péssima.

As atividades mais populares nos fiordes são os passeios de barco e caiaque, para contemplar as gigantes montanhas surgindo do mar. Normalmente também faz parte do passeio avistamento de vida marinha, como focas e o golfinho-nariz-de-garrafa (bottlenose dolphin).

Uma dica importante: reserve o passeio com alguns dias de antecedência, mas consulte a previsão do tempo. Em dias de chuva e neblina, a visibilidade é péssima. As empresas dificilmente cancelam os passeios, a não ser que a segurança do passeio esteja em risco.

Bottlenose dolphins in Milford SoundGolfinhos-nariz-de-garrafa passando ao lado do nosso barco em Milford Sound

São várias empresas que oferecem os passeios de barco nos fiordes. Nós contratamos o da Go Orange, por NZD 45,00 por pessoa. Foi um passeio de 2hs de duração, saindo as 9hs da manhã. Infelizmente a neblina ocupou toda a área e nem dava para enxergar as montanhas. Ainda queremos voltar para esse lugar para conseguir fazer o passeio em um dia bom.

Para os mais aventureiros, o Fiordland National Park oferece várias opções de trilhas – na maioria mais exigentes. Você pode conferir mais detalhes no site do parque.

 

Te Anau Bird Sanctuary

Se ficar hospedado em Te Anau, aproveite para conhecer o Te Anau Bird Sanctuary. O local é um santuário para aves nativas que sofreram algum tipo de ferimento e ainda não tem condições de sobreviver na natureza.

O Te Anau Bird Sanctuary é gratuito, mas você pode dar uma contribuição para ajudar a manter o trabalho deles.

Uma das “estrelas” do local é o Takahe, uma ave endêmica da Nova Zelândia, hoje ameaçada de extinção.

 

Queenstown

Queenstown, Nova ZelândiaChegando em Queenstown!

Depois de mais 170km de estrada de visual incansável…. Finalmente chegamos ao nosso último destino da Nova Zelândia! Sim, estou me referindo à capital mundial de aventura e esportes radicais, Queenstown!

Queenstown está localizada às margens do Lago Wakatipo, na Ilha Sul da Nova Zelândia. A vista de dentro da cidade é engrandecida pela proximidade das montanhas chamadas de The Remarkables (“Os memoráveis”).

Durante o inverno, muitas pessoas praticam ski e outros esportes de inverno nos Remarkables.

Apesar de bastante conhecida, Queenstown tem uma população de somente 15 mil habitantes e é classificada como uma ‘resort town’, nome designado para lugares que vivem do turismo.

Pessoas que moram lá nos disseram que “ninguém vem de Queenstown”. Isso eu não sei, mas é mesmo perceptível a quantidade de pessoas que vem de outros países ou de outras regiões da Nova Zelândia. Muitas pessoas que moram em Queenstown hoje estão lá para um intercâmbio, um estágio ou Working Holiday.

 

Onde se hospedar em Queenstown

Vista para as montanhas em Queenstown, NZNosso AirBnb em Queenstown com vista para os ‘Remarkables’

Queenstown é uma cidade realmente pequena, o centro é facilmente percorrido a pé. O centro de Queenstown fica na parte mais baixa, bem próximo ao lago. Um bom ponto de referência é o Readings Cinema.

Quem estiver a pé, vale a pena tentar se hospedar próximo ao centro. Apesar de normalmente os preços serem mais altos.

No entanto, nós estávamos de carro, e por isso decidimos ficar em um AirBnb em Fernhill. Esse bairro está um pouco mais afastado do centro, mas de carro levava menos que 10 minutos para chegar. No final, a localização foi excelente pois o local era mais elevado e com isso a vista para os Remarkables era realmente memorável.

 

Como se locomover em Queenstown

Road trip na Nova Zelândia: estrada de Glenorchy a Queenstown.Estrada de Queenstown a Glenorchy – uma das estradas mais cênicas da Nova Zelândia!

O transporte público funciona muito bem em Queenstown. O custo regular da passagem é NZD 5,00, mas você pode pagar somente NZD 2,00 se adquirir o cartão GoCard. O cartão pode ser adquirido no aeroporto de Queenstown ou no próprio ônibus e custa NZD 5,00. Confira mais informações no site do Otago Regional Council.

Se ficar hospedado no centro, talvez nem precise do transporte público. Queenstown é pequena e dá para rodar facilmente a pé ou de bicicleta. Os passeios muitas vezes incluem transporte próprio, vale a pena conferir cada caso.

O carro vale muito a pena para quem quer explorar a região em seu próprio tempo. A topografia do sul da Nova Zelândia proporciona paisagens maravilhosas, com montanhas e lagos para todo lado. Para quem gosta de dirigir, recomendo pegar um carro para visitar as cidades vizinhas como Arrowtown e Glenorchy.

 

O que fazer em Queenstown

Lago Wakatipu, próximo a Queenstown, Nova ZelândiaO gigante Lago Wakatipu

Queenstown é a capital dos esportes radicais da Nova Zelândia. Atividades de aventura que podem ser feitos em Queenstown incluem Bungee Jumping, paraquedismo, paragliding, passeios de balão, rafting, Jetboat rides, trilhas Offroads, ciclismo, entre outros. É só escolher. Vou descrever com mais detalhes abaixo os que nós fizemos.

Primeiramente, o que eu recomendo, é planejar logo de início o que se pretende fazer. O site de turismo de Queenstown tem bastante informação sobre as atividades. Algumas atividades têm vagas bem limitadas e sem uma reserva prévia você simplesmente pode não conseguir fazer.

Além disso, as agências que vendem os passeios têm liberdade para negociar valores. Ou seja, se você contratar um “pacotão” com uma mesma empresa pode conseguir algum desconto.

Vale a pena pesquisar bem e negociar preços. Muitas agências vendem passeios não só de Queenstown, mas de outros lugares também. Nós fechamos um “combo” com 2 passeios em Queenstown, e um na Austrália, que seria nosso próximo destino. Dessa forma conseguimos um desconto razoável.

Considerando que os preços desse tipo de atividade são bem altos, qualquer desconto é muito bem-vindo.

 

Jetboat

Shotoverjet em Queenstown, Nova ZelândiaJetboat “rasgando” no Shotover Canyon

São os barcos a jato inventados pelos próprios neozeolandezes, e hoje são utilizados como uma atividade turística. Os passeios de ‘jetboat’ em Queenstown envolvem alguns minutos de muita adrenalina em um barco a jato que passa em alta velocidade por trechos estreitos de um cânion e chega a rodopiar 360 graus.

Você irá notar que algumas empresas realizam esse tipo de atividade, cada uma em um local diferente.

Nós escolhemos fazer com a Shotover Jet, que percorre o Shotover Canyon, basicamente por ser a mais tradicional. O tempo dentro do barco é de 25 minutos, e o valor regular é NZD 149 por pessoa (ouch!).

O passeio foi divertidíssimo. Saímos encharcados, mas demos muita risada. Recomendo!

 

Swing

No momento do “pulo”

O swing é uma atividade bem parecida com o bungee jumping. Porém, no swing, a trajetória é de um pêndulo, e não vertical. Ou seja, você cai em queda livre por um tanto, mas aí passa a ser puxado lateralmente pela corda até parar completamente. O bom é que a transição é tão sutil que você nem sente.

Eu nunca havia saltado de lugar nenhum e tinha pavor disso. Concordei em saltar desde que não fosse sozinha e que pudesse ir de costas. Na verdade, essa modalidade de salto permite que você pule da forma que quiser. Pessoas que pulam com frequência procuram inovar se jogando de diferentes formas.

Em queda livre no Shotover Cânion, em Queenstown.

Em Queenstown são no total 4 locais que performam atividades de bungee e swing. O mais alto de todos é o Nevis, com 160m de altura. Nós fizemos o Shotover Canyon Swing, realizado no cânion Shotover. A mesma empresa realiza o Swing e também Shotover Canyon Fox, uma modalidade de tirolesa com queda livre.

O Shotover Canyon Swing tem 109m de altura e 60m de queda livre. São alguns segundos de muita adrenalina, mas que valeram muito a pena, e fazem você querer ir de novo.

O valor regular dessa atividade é NZD 249 por pessoa – independente de se fazer sozinho ou em dupla. O transporte está incluso. Fotos e vídeos são cobrados à parte.

 

Skyline Queenstown

Vista do Queenstown Skyline, Nova ZelândiaVista do Skyline Queenstown para a cidade com os “Remarkables” no fundo. Agora imagina essa vista com sol e céu azul.

Skyline Queenstown é um parque construído no topo da montanha chamada de Bob’s Peak. Os principais atrativos desse local são a gôndola, o Luge Run e a incrível vista que se tem da cidade de cima. O parque também conta com uma pista para mountain bike.

Nós adquirimos o combo ‘Gondola + 2 Luge’ e custou NZD 55 por pessoa. Esse combo permite que a pessoa utilize a gôndola para subir e descer a montanha e faça 2 corridas de Luge Run. O que é quase como se fosse 1 só, pois a 1ª corrida é feita obrigatoriamente em uma pista para treino.

O preço de acesso ao parque pela gôndola (sem o luge) é de NZD 35,00 por pessoa. Os ingressos são vendidos no próprio local. Nós compramos na hora mesmo e não tivemos problema.

 

O que é Luge Run?

O ‘luge’ é um tipo de trenó desenvolvido para esportes de inverno. Na Nova Zelândia, cidades como Queenstown e Rotorua oferecem corridas de luge (“luge run”) como opção de entretenimento. Não é como uma corrida de kart; no ‘luge run’ a pessoa começa a corrida sozinha, podendo ultrapassar ou ser ultrapassada depois de alguns metros.

A pista é sempre em declive e normalmente conta com várias curvas. No Luge Run do Skyline Queenstown a pista tem 800m de extensão. Cada pessoa controla a própria velocidade. É rápido, mas muito divertido.

Recomendo ir em um dia de céu limpo para que se possa aproveitar melhor a vista do topo da montanha.

 

O que mais fazer em Queenstown

Nascer do sol em Queenstown, NZCéu “pegando fogo” em Queenstown – o incrível visual do céu de um amanhecer com a “distribuição perfeita” das nuvens.

Queenstown, apesar de muito turística, é uma cidade muito agradável, com um visual muito bonito. Mesmo quem não curte atividades de aventura vai aproveitar o lugar.

É uma cidade com muitas lojas, cafés e restaurantes. O cinema é estilo “boutique”, pequeno e super charmoso, com um visual antigo.

A hamburgueria Fergburguer é a mais popular, chega a ter a fama de ter o melhor hambúrguer do mundo – nós gostamos, mas não achamos o melhor que já comemos.

Fergburger, Queenstown, Nova ZelândiaHambúrguer do Fergburguer, em Queenstown.

Para quem gosta de cookies, recomendo muito o Cookie Time. O local tem um apelo infantil mas o cookie é realmente bem gostoso e sempre tem alguma promoção ou brinde.

A cidade de Queenstown também recebe vários festivais sazonais. Clique aqui para acessar o calendário de eventos.

Os arredores de Queenstown também proporcionam muitas possibilidades. A região é produtora de vinho, e algumas vinícolas são abertas para visitação. Arrowtown e Glenorchy também são 2 cidades próximas que merecem uma visita.

 

Arrowtown

Centrinho de Arrowtown, NZA simpática cidade de Arrowtown, a 20km de Queenstown.

Arrowtown é uma cidade que parece ter saído de um filme de velho-oeste. Essa charmosa cidade fica a somente 20km de Queenstown e é uma excelente opção de passeio de um dia.

No outono, Arrowtown fica especialmente bonita com a mudança da coloração nas árvores.

Arrowtown, Arrow River, NZAs cores das árvores de Arrowton no Outono com o Rio Arrow – vale a pena um bate-volta de Queenstown!

A cidade tem uma importância histórica no período de mineração do ouro. A mineração foi uma importante atividade econômica para a província de Otago no século XIX. Atualmente, pessoas praticam “mineiração de brincadeira” no Rio Arrow.

Curiosidade: O Rio Arrow foi o local utilizado por Peter Jackson para filmar a cena em que a Arwen despista os Nâzgul enquanto leva o Frodo para Rivendell, no filme Senhor dos Anéis: a Sociedade do Anel.

trilha para MacetownInício da trilha para Macetown, em Arrowton

Uma outra cidade que também foi importante na época da mineração é Macetown. Macetown fica a 15km de Arrowtown, mas não há estradas que liguem as 2 cidades. Macetown hoje é uma cidade abandonada e se tornou uma reserva histórica. As pessoas visitam essa cidade fantasma por trilhas (a pé ou de bike) ou em passeios de 4x4.

 

Glenorchy

Fotos de Glenorchy e da estrada – deslize para a lateral para ver as outras.

Glenorchy está na ponta norte do Lago Wakatipu, a cerca de 45km de Queenstown, na Ilha Sul da Nova Zelândia. Esse pequeno povoado é uma das portas de entrada para o Mount Aspiring National Park, na costa oeste da Nova Zelândia.

Por sua localização próxima às montanhas, Glenorchy é o ponto de partida para algumas trilhas de 3-5 dias, famosas pelas paisagens lindíssimas do Mount Aspiring National Park, como a Routeburn Track. De lá também saem passeios de jetboat e funyaks (caiaques infláveis) pelo Dart River.

Mas mesmo para quem não tem a intenção de fazer atividades extras, Glenorchy vale a visita. É um excelente lugar para almoçar e passar a tarde. Além disso, só a viagem de Queenstown a Glenorchy já é linda, com o visual do Lago Wakatipu na estrada e as montanhas ao fundo.

Se você tiver com carro 4x4, pode querer se arriscar a pegar a estradinha de Glenorchy a Paradise. A estrada chega no local que foi usado como ‘Isengard’ na filmagem de O Senhor dos Anéis. Foi um caminho que tentamos fazer de carro baixo mas acabamos desistindo em função das condições da estrada e trechos alagados.

Lagos azuis da Nova ZelândiaVisual do Lago Wakatipu, na estrada de Queenstown para Glenorchy.

 
 

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